
O governo do Estado, por meio da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) e da Polícia Penal do Rio Grande do Sul, está promovendo a qualificação profissional de 21 pessoas privadas de liberdade (PPLs) do Presídio Estadual de Camaquã (Pecamaq), por meio de curso de soldagem. A iniciativa teve início na última segunda-feira (23/3), com duração de 20 dias, sendo executada pela 5ª Delegacia Regional da Polícia Penal (DRPP) e integrando as ações estratégicas voltadas à ressocialização.
A capacitação faz parte do projetoMãos que Reconstroem, política pública de caráter contínuo e estruturante, que articula formação profissional, trabalho prisional e remição de pena. Desenvolvido na modalidade técnico-profissionalizante, o curso é realizado intramuros, mediante Termo de Cooperação com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Visconde de Mauá, de Porto Alegre, com recursos oriundos da Vara de Execuções Criminais (VEC) do Município.
Com carga horária de 70 horas-aula, ministradas no turno da noite, os participantes têm acesso a conteúdos teóricos e atividades práticas, além de receberem integralmente os materiais, insumos e equipamentos de proteção individual (EPIs), assegurando condições adequadas de segurança, qualidade pedagógica e efetividade no processo de aprendizagem. As técnicas abordadas — nos processos Tungsten Inert Gas (TIG), Metal Inert Gas (MIG) e Metal Active Gas (MAG) — consistem em métodos de soldagem a arco elétrico com proteção gasosa, diferenciando-se pelo tipo de eletrodo e gás empregado.
Compromisso do Estado com a ressocialização
O titular da SSPS, Jorge Pozzobom, destacou que a ação representa o compromisso do Estado com a dignidade das PPLs. Segundo ele, a iniciativa transcende a mera transmissão de conhecimentos técnicos, ao proporcionar novas perspectivas de vida. Ressaltou, ainda, que a soldagem configura uma ocupação amplamente demandada pelo mercado de trabalho, constituindo-se como oportunidade concreta de reinserção social, baseada no trabalho lícito e no exercício da cidadania.
Na mesma linha, o delegado da 5ª DRPP, Fábio Rosa, enfatizou que a atuação da Polícia Penal ultrapassa a função de custodiar, assumindo papel relevante na promoção da ressocialização. Conforme salientou, ações dessa natureza evidenciam o potencial transformador do sistema prisional ao oportunizar acesso à educação, disciplina laboral e qualificação técnica. Para ele, ao fomentar tais iniciativas, o Estado contribui para que os apenados retornem ao convívio social mais preparados, conscientes de suas responsabilidades e aptos a reconstruir suas trajetórias com dignidade.
O conteúdo programático contemplou formação técnica abrangente, alinhada às exigências do setor produtivo, incluindo fundamentos históricos da soldagem, eletrotécnica aplicada, estudo dos gases utilizados nos processos, normas de higiene e segurança ocupacional. Também foram desenvolvidas atividades de soldagem em aço carbono e de baixa liga, em diferentes posições e tipos de juntas, assegurando a consolidação das competências necessárias ao exercício profissional.
Texto: Andréia Moreno/Ascom Polícia Penal
Edição: Secom
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