
Uma planície alagada 10 vezes maior que o Delta do Okavango, 656 espécies de aves e 90% de chance de avistar a onça-pintada na estação seca. O Pantanal é o safári que a Vogue comparou aos grandes destinos da África, do Serengeti da Tanzânia às extensões pantanosas de Botswana. A jornalista Laura Burdett-Munns, diretora da Journeysmiths, veterana em expedições africanas, escreveu que a experiência no Brasil foi distinta de tudo o que viveu no continente.
Na reportagem publicada pela Vogue, Laura Burdett-Munns relata safáris nas paisagens repletas de kopjes do Serengeti, na Tanzânia, e nas extensões pantanosas do Delta do Okavango, em Botswana. Segundo ela, o Brasil abriga 20% da biodiversidade global, e organizações extraordinárias se uniram no país para impulsionar o turismo de vida selvagem sustentável. A revista prevê crescimento expressivo de visitantes de safári no Pantanal nos próximos 5 a 10 anos e destaca que essas viagens são cruciais para conservar espécies e ecossistemas ameaçados.
O diferencial brasileiro tem nome: a onça-pintada. No Refúgio Ecológico Caiman e na região de Porto Jofre, programas de habituação conduzidos pela Oncafari elevaram a probabilidade de avistamento para cerca de 90%, segundo a Journeysmiths. Na África, leopardos e leões dividem o protagonismo entre dezenas de espécies. No Pantanal, a onça-pintada reina absoluta como maior felino das Américas.
Os dados explicam por que o Pantanal atrai cada vez mais olhares internacionais. O bioma é reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera desde o ano 2000, conforme registra o IPHAN. O Ministério do Meio Ambiente confirma que o bioma mantém mais de 80% de sua cobertura vegetal original, o índice mais alto entre todos os biomas brasileiros, segundo o MMA. Estudo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) mostra que 93,7% das espécies da fauna pantaneira estão classificadas como “menos preocupantes” em risco de extinção, índice superior ao da Amazônia.
A área total é dez vezes maior que o Delta do Okavango. São 3.500 espécies de plantas, 656 de aves, 159 de mamíferos e 325 de peixes de água doce. Ariranhas gigantes, tamanduás-bandeira, tucanos, araras-azuis e jacarés convivem em densidades que a própria Journeysmiths define como a maior concentração de vida selvagem da América Latina.
Quem sonha em ver a vida selvagem no Pantanal, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Wild Nature – Português, que conta com mais de 7 milhões de visualizações, onde os narradores exploram os segredos da maior planície alagada do mundo:
O Pantanal oferece expedições por terra, água e ar. A maioria parte de Cuiabá (MT) ou Campo Grande (MS). Estes são os destaques para o roteiro:
O ciclo de cheias e secas define tudo no Pantanal. A seca concentra os animais ao redor dos rios, e a cheia transforma a planície em mar interior. Cada período tem seu espetáculo:
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo (Poconé, porta de entrada do Pantanal Norte). Condições podem variar.
O Pantanal tem tudo o que a África oferece em vida selvagem, com uma diferença: quase ninguém sabe disso ainda. A Vogue prevê que isso vai mudar em menos de uma década. Enquanto o Serengeti recebe milhões de turistas por ano, o Pantanal preserva a exclusividade de quem chega primeiro.
Você precisa navegar pelo Rio Cuiabá numa tarde de agosto, ver uma onça-pintada descer a barranca a metros do barco e entender por que a jornalista da Vogue disse que a experiência no Brasil foi diferente de tudo o que ela viveu na África.
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