
Neste Março Lilás, mês da conscientização sobre o câncer de colo do útero, o Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença. O Ipesaúde disponibiliza serviços essenciais para a saúde da mulher, como a vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV), exame citopatológico, consultas ginecológicas e suporte multidisciplinar a pacientes oncológicos por meio do programa “Ipesaúde Você”.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de colo do útero é o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres. O médico Marco Salviano, ginecologista do Ipesaúde, destacou a relevância da prevenção e explicou que a principal causa da doença é a infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV), transmitido principalmente por via sexual. “O câncer de colo de útero só perde para o de mama e do ovário. Estima-se que quase 16 mil mulheres sejam acometidas anualmente pelo câncer de colo do útero”, reforçou.
O ginecologista ressaltou que um dos principais fatores que predispõem ao câncer de colo do útero é a atividade sexual associada à contaminação pelo HPV. “Existem 150 tipos de HPV e, hoje, já temos a possibilidade, através do exame de Papanicolau e da biologia molecular, de coletarmos os subtipos mais prevalentes, sendo que 28 deles aumentam o risco de câncer do colo do útero”, explicou.
Prevenção
A prevenção contra o HPV pode ser feita por meio do uso de preservativo e da vacinação, que está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e no próprio Ipesaúde. O instituto disponibiliza uma Sala de Vacina na sede matriz (Rua Campos, nº 177, Bairro São José, Aracaju), de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. O espaço é aberto para beneficiários e público em geral.
“A vacina contra o HPV deve ser administrada em meninos e meninas com faixa etária de 9 a 19 anos. Ela protege contra os subtipos mais oncogênicos do HPV, reduzindo significativamente os riscos de desenvolvimento da doença”, informou Marco Salviano.
O ginecologista fez um alerta sobre a importância da imunização: “A vacina não é feita com vírus ativo. É uma vacina molecular, onde se extrai o DNA do vírus, ajudando a proteger contra quatro subtipos: 6, 11, 16 e 18. Os dois subtipos mais prevalentes são o 6 e o 11, enquanto o 16 e o 18 são os mais oncogênicos”.
Ele também reforçou que a vacinação é fundamental para adolescentes: “Pais e mães, vacinem seus filhos e filhas. Essa prevenção é gratuita e pode salvar vidas”.
Diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce é essencial na luta contra o câncer de colo do útero. O exame citopatológico, conhecido como Papanicolau, permite identificar alterações nas células cervicais antes do surgimento dos sintomas. A população feminina que tem vida sexual ativa deve realizar o exame anualmente para detectar precocemente possíveis alterações.
A oncologista Thatiane Oliveira ressaltou também a significância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura. “O câncer de colo de útero, nas fases iniciais, é assintomático. Quando os sintomas aparecem, geralmente a doença já está mais avançada. Entre os sinais de alerta estão sangramento vaginal, dor durante o ato sexual e alterações urinárias e intestinais”, explicou.
Tratamento e suporte
Nos casos em que há o diagnóstico da doença, o Ipesaúde oferece suporte através do programa Ipesaúde Você. A iniciativa garante atendimento aos pacientes oncológicos, oferecendo suporte emocional, social e logístico para auxiliar no tratamento. O atendimento presencial ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 15h45, na sede do Ipesaúde.
Sobre o tratamento contra o câncer de colo do útero, Thatiane Oliveira explicou que ele varia conforme a fase da doença, e sobre a relação entre diagnóstico precoce e prognóstico.
“Nas fases iniciais, o tratamento é cirúrgico. Nos casos mais avançados, associa-se à quimioterapia com radioterapia. Quando a doença está muito avançada, o tratamento pode ser apenas por quimioterapia para controle. Quanto mais cedo a doença é diagnosticada, maior a chance de cura. Nos estágios iniciais, a taxa de cura pode ultrapassar 90%. Com o avançar da doença, esse índice cai progressivamente”, alertou.
A especialista reforçou ainda a eficiência da vacinação. “Hoje, o câncer de colo do útero é um tumor prevenível. A vacina está disponível gratuitamente no SUS e na rede privada. O objetivo nacional é que a gente tenha uma cobertura acima de 90%, mas muitas pessoas não se vacinam por medo ou vergonha. Vergonha é não se prevenir: vacine-se!”, exclamou.


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