
A data de 24 de março marca o Dia Mundial de Combate à Tuberculose e chama a atenção para a necessidade de se falar sobre o tema e de se alertar para as medidas de prevenção e tratamento da doença. No Rio Grande do Sul, o Programa Estadual de Controle da Tuberculose, desenvolvido pelo governo do Estado, por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde e pelo Hospital Sanatório Partenon (HSP), é a referência estadual para a vigilância epidemiológica do agravo e para o cuidado continuado.
Reconhecida como um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde, a tuberculose (TB) é uma doença grave que pode iniciar de forma silenciosa. É causada por uma bactéria, popularmente conhecida como bacilo de Koch. Considerada uma doença infecciosa, é transmissível pelas vias aéreas, por meio da eliminação de aerossóis produzidos pela tosse, fala ou espirro de uma pessoa com a doença ativa.
Dados mais recentes apontam que a maior incidência de tuberculose no Estado é na 1ª Coordenadoria Regional de Saúde, que abrange a capital e boa parte da Região Metropolitana. São 64,5 casos para cada 100 mil habitantes, conforme indica o Informe Epidemiológico do Rio Grande do Sul – Tuberculose 2025.
Doença socialmente determinada
A tuberculose está diretamente associada a determinantes sociais e sociodemográficas. Insegurança alimentar, desemprego, ausência de saneamento básico e dificuldade de acesso aos serviços de saúde podem influenciar no adoecimento. Nesse sentido, a população em situação de rua e a população privada de liberdade estão entre as mais vulneráveis e com número de casos proporcionalmente mais expressivo.
Além desses públicos, imigrantes e profissionais de saúde também apresentam situação de vulnerabilidade para a TB, assim como uma incidência elevada de novos casos também é observada entre pessoas autodeclaradas pretas ou pardas, indicando um maior risco de adoecimento.
Para driblar esse cenário, a Secretaria da Saúde (SES) realiza a coordenação estadual do cuidado e reforça a importância de se prevenir a infecção e de se realizar o tratamento adequado das pessoas com TB ativa. Entre as ações estão a vigilância epidemiológica e o apoio aos serviços de referência, como o HSP, que presta assistência direta a casos de pacientes de todo o Estado com resistência aos medicamentos indicados para TB.
Prevenção
A vacina BCG é a principal forma de proteção contra a tuberculose em crianças e adolescentes. A vacina é aplicada no nascimento e evita casos graves da doença e óbitos nessa faixa-etária. O imunizante está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.
Tratamento diretamente observado
É a estratégia na qual o profissional de saúde das unidades básicas de saúde ou dos serviços de referência acompanha a correta ingestão de medicamentos pelo paciente. Essa ferramenta de abordagem permite o alcance de maiores taxas de cura e menores taxas de interrupção do tratamento, que dura no mínimo seis meses, com ingestão diária de medicação.
Evento sobre a TB
Em alusão ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, no dia 30 de março será realizado o evento “Tuberculose – saúde, adoecimento e cuidado”. Promovido pela SES, por meio do Comitê Estadual de Enfrentamento à Tuberculose, em parceria com a Escola de Enfermagem e Saúde Coletiva (EESC) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e com apoio da Prefeitura de Porto Alegre, o encontro ocorrerá no auditório da EESC e reunirá gestores e profissionais de saúde para debaterem o tema.

Serviço
O quê: Evento “Tuberculose – saúde, adoecimento e cuidado”
Quando: segunda (30/3), de 13h30 às 18h
Onde: Auditório da Escola de Enfermagem e Saúde Coletiva da UFRGS (Rua São Manoel, 963, Rio Branco, Porto Alegre)
Texto: Ascom SES
Edição: Secom
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