
A citricultura baiana vive um momento especial de alta do preço da laranja, nos mercados interno e externo. Nesse ano, a tonelada da fruta chegou a valer R$ 2,2 mil reais, no comércio, e R$1,8 mil na indústria. A valorização se deve ao aumento da incidência do Greening e a estiagem que se abateu, em todo o cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, que fez indústrias de sucos buscar produtos no nordeste. Estado é livre de ocorrência da doença. Mas a oportunidade é motivo de alerta para o setor produtivo que, para atender a demanda, passa a investir em novas áreas de plantio.
A doença, que acomete todas as plantas cítricas e não tem cura, não chegou aos pomares baianos, graças a um rigoroso trabalho de vigilância fitossanitária e preventivo desenvolvido pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão ligado à Secretariaria de Agricultura do Estado (Seagri).

“A alta do preço tem animado produtores. Esse é um grande momento para recuperação de pomares e, quem for aumentar sua produção, deve utilizar material propagativo (mudas) certificado. Essa é a grande estratégia de enfrentamento às ameaças fitossanitárias como Cancro Cítrico e Greening. Muda de qualidade, sem dúvida, é o melhor começo para uma citricultura forte”, frisa a engenheira agrônoma e coordenadora do Programa Fitossanitário do Citros da Adab, Suely Brito.
Numa parceria com o setor produtivo, o órgão atua no monitoramento de áreas de plantio para captura do inseto transmissor para análise em laboratório. “Até o momento, nunca foi identificada, no estado, a bactéria que infecta o vetor e origina a doença. No entanto, intensificamos a fiscalização de trânsito de mudas e frutas nas rodovias, hortos e feiras livres, além do investimento em capacitação para a identificação de pragas”, declara o diretor de Defesa Vegetal da Adab, Vinícius Videira.

Potencial
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Bahia é o quarto maior produtor de laranja do Brasil, com uma produção de 610 mil toneladas e uma área colhida de 48,7 mil hectares. Quase 80% da produção cítrica baiana é da variedade pera e, aproximadamente 70% dos pomares do estado estão localizados no Litoral Norte. O município de Rio Real é o maior produtor da Bahia e outras cidades como Inhambupe, Esplanada e Itapicuru também se destacam na produção.
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