
Na última sexta-feira, 20, a Secretaria Municipal de Viação e Obras Públicas (Sevop) e a Defesa Civil, realizaram vistoria técnica na área do Bairro Amapá atingida por alagamentos associados à obra de ampliação da pista do aeroporto, executada pela empresa Aena Brasil. A ação integra um conjunto de medidas adotadas pelo município, que vem acompanhando a situação, prestando assistência à população e buscando soluções para os impactos registrados desde 6 de dezembro de 2025, dia dos primeiros registros de alagamentos.
A vistoria in loco teve como principal objetivo analisar as condições reais da área afetada e confrontar os dados técnicos apresentados pela empresa responsável pela Aena Brasil. Durante a inspeção, foi constatado que as chamadas medidas mitigadoras implementadas pela empresa até o momento não foram suficientes para conter os efeitos das enxurradas, podendo ter inclusive contribuído para o agravamento dos danos em algumas localidades.
Levantamento técnico
Paralelamente à vistoria, a Prefeitura iniciou um levantamento detalhado da área impactada, incluindo estudos topográficos e aerolevantamentos conduzidos por equipe técnica vinculada à Sevop. De acordo com o engenheiro agrônomo Rômulo Damasceno, responsável pelos trabalhos, a análise considera toda a bacia de contribuição da região ou seja, o fluxo completo das águas pluviais que atingem as residências.
Segundo ele, a ausência de estudos mais amplos por parte da empresa pode ter contribuído para a situação atual. “É necessário compreender toda a dinâmica da água na região para projetar soluções eficazes. Estamos realizando esse levantamento completo para subsidiar as medidas que deverão ser adotadas daqui para frente”, explicou.


A estimativa inicial aponta que a área afetada chega a aproximadamente 9 mil metros quadrados, com impacto direto em cerca de 2 mil metros quadrados, atingindo residências e equipamentos públicos, como a Escola Basílio Miguel.
A diretora da escola, Mag Concimeire, relata que a unidade de ensino foi diretamente impactada pelos alagamentos, alterando a rotina escolar e causando prejuízos. “A primeira vez foi em dezembro, quando a água invadiu a escola com muita lama. A equipe teve que vir cedo para limpar tudo. Hoje, a gente não pode deixar materiais no chão, porque a qualquer momento pode acontecer de novo”, explicou. Segundo ela, a situação tem gerado insegurança constante e limita o uso adequado dos espaços pedagógicos.


Acompanhamento às famílias
Um dos principais focos da atuação do município tem sido o suporte direto à população atingida. A Defesa Civil de Marabá está realizando visitas técnicas às residências, com o objetivo de mapear os danos e levantar as perdas materiais sofridas pelas famílias.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, coronel Norat, o trabalho ocorre de forma contínua desde o primeiro registro do problema, em 6 de dezembro do ano passado.
“Estamos em campo acompanhando as famílias, fazendo o monitoramento e levantando as perdas materiais. A partir disso, vamos consolidar um relatório detalhado que será entregue à comunidade, permitindo que os moradores busquem os meios legais para a recuperação dos prejuízos”, afirmou.


Ele destacou ainda que o município tem atuado desde o início da ocorrência, prestando assistência emergencial e mantendo diálogo constante com os moradores. “Desde o dia do primeiro evento, a Defesa Civil e a Prefeitura vêm acompanhando de perto a situação e dando o suporte possível dentro das nossas competências”, completou.
Diálogo com a comunidade
Após a vistoria, por solicitação da comunidade, equipes da Prefeitura se reuniram com moradores da área atingida para ouvir demandas, prestar orientações sobre segurança e esclarecer as ações já realizadas pelo poder público.
A moradora Weldilla Macêdo, que vive há cerca de sete anos no bairro, afirma que os problemas começaram somente após o início das obras. “Nunca tinha acontecido isso aqui. Agora, quando chove, não é só água, é lama que invade as casas. A gente perde as coisas e fica sem saber como resolver”, relatou. Ela também destacou o apoio da Defesa Civil no atendimento inicial às famílias, mas reforçou a expectativa por uma solução definitiva para o problema.


A situação também já foi levada e discutida em reunião no Ministério Público Federal (MPF), com a participação de representantes da Prefeitura (Sevop, Semma e Defesa Civil), da empresa Aena Brasil, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e de moradores. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), responsável pelo licenciamento ambiental, foi convocada, mas não esteve presente.



Medidas legais
Diante dos impactos registrados, o Município de Marabá ingressou com ação judicial contra a empresa responsável pela obra, além de formalizar a situação junto ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público do Estado do Pará. A Prefeitura ressalta que vem cumprindo integralmente todas as solicitações dos órgãos de controle.
Até o momento, segundo o levantamento municipal, a empresa não atendeu plenamente às obrigações já indicadas, especialmente no que diz respeito à comunicação com a comunidade afetada e à adoção de soluções efetivas para conter os danos.
A atuação da Prefeitura segue concentrada em três frentes: assistência às famílias, produção de estudos técnicos para embasar decisões futuras e articulação institucional para garantir a uma resolução definitiva do problema.
Enquanto isso, a Defesa Civil mantém o monitoramento contínuo da área, buscando reduzir riscos e assegurar o atendimento imediato à população em caso de novos episódios de alagamento.















Texto: Osvaldo Henriques
Fotos: Rapharazzo e Polly Maia
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