
A Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) apresenta, nesta quinta-feira, 26, às 19h, na Igreja de São José, em Aracaju, o concerto de abertura da série ‘Sons da Catedral’, com regência do maestro convidado Daniel Nery e participação das solistas Verônica Santos (soprano) e Aline Soares Araújo (mezzo-soprano). A Orsse é uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), e a entrada é gratuita.
A apresentação integra a programação da temporada 2026 da orquestra e propõe uma experiência que alia música sinfônica e espiritualidade, explorando a acústica e a ambiência de espaços religiosos. Criada em 2007, a série ‘Sons da Catedral’ consolidou-se como uma das principais iniciativas de democratização do acesso à música de concerto em Sergipe, levando apresentações gratuitas a igrejas históricas da capital e do interior.
Para abrir a temporada, o programa reúne obras diretamente relacionadas ao período litúrgico da Páscoa. A primeira é a Sinfonia nº 26 em Ré menor, ‘Lamentatione’, de Joseph Haydn, composta no século XVIII e marcada por forte expressividade dramática, com referências às Lamentações da Semana Santa.
Na segunda parte, a orquestra apresenta o Stabat Mater, de Giovanni Battista Pergolesi, uma das obras sacras mais emblemáticas do repertório barroco. Composta em 1736, a peça musicaliza o sofrimento de Maria diante da crucificação de Cristo, combinando intensidade emocional e refinamento vocal.
Segundo o maestro Daniel Nery, o repertório dialoga diretamente com o contexto da apresentação. “A escolha desse repertório tem relação direta com o espaço e com o tempo litúrgico da Páscoa. A Sinfonia ‘Lamentatione’, de Haydn, traz um clima de reflexão e intensidade dramática, enquanto o Stabat Mater, de Pergolesi, é uma das expressões mais profundas da espiritualidade na música. Executar essas obras dentro de uma igreja amplia a experiência estética e espiritual do público”, destacou.
Sobre o maestro
Daniel Nery é doutor em música pela Universidade de Aveiro (Portugal), professor de regência na Universidade Federal de Sergipe (UFS) e bacharel e mestre em música pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Em sua formação, destacam-se nomes como Isaac Karabtchevsky, Roberto Tibiriçá, Johannes Schlaefli, Fábio Mechetti, Abel Rocha e Samuel Kerr.
Já esteve à frente de importantes orquestras brasileiras, como a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, a Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas. Na Europa, dirigiu a Filarmonia das Beiras (Portugal), a Berlin Sinfonietta (Alemanha) e a RNCM Orchestra (Reino Unido).
Premiado no I Concurso Carlos Gomes para Jovens Regentes, foi maestro adjunto da Orquestra Sinfônica de Sergipe, onde atuou na ampliação do acesso à música de concerto e idealizou o projeto Orquestra Jovem de Sergipe, voltado à formação musical de jovens em situação de vulnerabilidade social.
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