
O Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), encerrou, neste domingo, 22, o Festival SE Mapping, realizado na Praça Fausto Cardoso, no Centro de Aracaju, como parte da programação do Verão Sergipe 2026. Ao longo de três dias, o evento reuniu grande público e consolidou sua primeira edição como uma experiência inovadora no cenário cultural do estado.
Inspirado em festivais internacionais de projeção mapeada, o SE Mapping transformou o Centro Histórico em um espaço de vivência artística e imersiva, utilizando fachadas de prédios históricos como suporte para obras audiovisuais. A proposta integrou projeções visuais, música, intervenções urbanas e manifestações culturais, promovendo o diálogo entre tecnologia, arte e memória.
Com acesso gratuito, a programação contou com mais de 30 atividades, incluindo mostras de videomapping e lasermapping, apresentações musicais, performances da cultura popular, passeios guiados pelo Rio Sergipe e pelo Centro Histórico, além de feira de economia criativa e gastronomia. O evento também reuniu artistas e VJs de Sergipe e de outros estados, fortalecendo a circulação e o intercâmbio cultural.
Para o presidente da Funcap, Gustavo Paixão, o último dia do SE Mapping consolida o sucesso do festival e reforça sua importância no calendário cultural do estado. “Encerramos essa primeira edição com a certeza de que o SE Mapping cumpriu seu papel de aproximar arte, tecnologia e patrimônio, proporcionando experiências únicas para o público. Foi um festival pensado para todos, que valorizou a nossa cultura e movimentou o Centro Histórico. A expectativa é que ele cresça ainda mais nas próximas edições e continue ocupando outros espaços de Sergipe”, destacou.
A idealizadora do projeto, Lívia Cunha, ressaltou que a primeira edição do festival superou as expectativas. “Depois de um ano de expectativa, essa primeira edição superou tudo o que imaginávamos. Foi muito bonito ver os passeios guiados transformando as ruas do Centro e o rio Sergipe em espaços de conexão com a história e a cultura local. E o mais marcante foi a praça cheia todos os dias, com pessoas de todas as idades ocupando o espaço e redescobrindo a própria cidade”, afirmou.
Intervenções visuais
As intervenções visuais foram outro destaque do evento, com artistas projetando obras que dialogam diretamente com a arquitetura histórica do centro da capital, transformando fachadas em telas dinâmicas e ampliando a experiência imersiva do público.
Natural de Aracaju, o artista Gabriel Barreto apresentou a obra Transitório no Centro da cidade, explorando a ideia de movimento, leveza e tudo aquilo que é passageiro na vida. “Comecei a trabalhar com isso fora daqui, então poder voltar e ver tantas pessoas encantadas, se divertindo e impactadas com a tecnologia é incrível. Para um evento inédito, já contamos com mais de oito artistas sergipanos, o que mostra a força da nossa gente”, afirmou.
Já o artista visual Rafael Cançado, de Belo Horizonte, destacou a experiência de apresentar seu trabalho no festival e a troca com outros artistas. “É muito legal poder expor aqui, entender como o público recebe o nosso trabalho e trocar experiências com outros artistas. Eu trouxe uma obra de laser mapping, que não se limita apenas à arquitetura, mas envolve toda a paisagem, transformando o espaço com luz”, destacou.
Manifestações culturais
A presença de manifestações culturais tradicionais, como o Barco de Fogo e o grupo de São Gonçalo, reforçou o diálogo entre inovação e tradição, valorizando expressões populares sergipanas dentro da programação contemporânea do festival.
O mestre Neilton, do grupo São Gonçalo, destacou a alegria de participar do evento e levar a tradição cultural de Laranjeiras ao público. “Foi um prazer fazer parte desse evento. O grupo trouxe para cá as cores, o brilho e o ritmo de Laranjeiras, mostrando a força da nossa cultura”, afirmou.
Adnilson da Conceição, conhecido como Cride Fogueteiro, levou ao evento a tradição do barco de fogo de Estância e ressaltou a importância de apresentar essa manifestação cultural na capital. “É uma grande satisfação estar aqui, em um evento tão bonito, mostrando a nossa cultura para o público de Aracaju. O barco de fogo é uma tradição muito forte em Estância, e é gratificante poder compartilhar isso com mais pessoas”, afirmou.
Coreto sonoro
A programação também contou com o coreto sonoro, que manteve o público envolvido ao longo das noites com sets de DJs e uma atmosfera musical contínua, integrando diferentes estilos.
O DJ Anderson Jackson destacou a energia do público e a valorização dos artistas locais durante o festival. “Foi uma vibe incrível nessa edição inédita do Mapping. O Governo de Sergipe e a Funcap estão de parabéns, não só pela organização, mas por priorizar os artistas da terra. É um evento que tem tudo para entrar de vez no nosso calendário cultural”, afirmou.
Encerrando a programação, a última noite do festival contou com apresentação da banda sergipana The Baggios, com participações de Anne Carol e Sandyalê, em um espetáculo que integrou música e artes visuais por meio das projeções assinadas por Sarah Ahab, reforçando o diálogo entre linguagens artísticas e a proposta inovadora do evento.
Encantamento geral
A proposta inovadora e a diversidade da programação foram destacadas pelo público, que marcou presença nos três dias de evento e acompanhou as atividades até o encerramento.
As amigas Cibelle Moura e Camila Mendes acompanharam a programação e destacaram o encanto com o festival e a diversidade de atrações. Cibelle contou que já conhecia o formato em outras cidades, mas se impressionou com a edição em Aracaju. “Eu já tinha visto esse tipo de festival em outros lugares, mas não imaginava que aqui seria tão bonito. As luzes encantam, cada intervenção artística surpreende e a gente fica sempre na expectativa pela próxima”, comentou.
Já Camila ressaltou a variedade de atividades e o impacto do evento na cidade. “É um evento muito completo, com economia criativa, artesanato, música e essas projeções incríveis, que são o grande destaque da noite. Está tudo muito lindo. Tomara que entre de vez no calendário da cidade”, destacou.
Quem também aproveitou a última noite do festival foram os primos Enzo Gabriel, Crislaine e Carla Vieira, que destacaram a experiência de vivenciar juntos a programação cultural.
“Achei tudo muito bonito, as luzes e as imagens chamam muita atenção. Foi uma experiência diferente e muito legal de viver em família”, comentou Enzo.
Para Crislaine, a organização do evento foi um diferencial. “Está tudo muito bem organizado e com várias atrações interessantes. Dá para aproveitar bastante e curtir cada momento. É um evento leve, bonito e que reúne a família. A gente se diverte e ainda vive algo diferente na cidade”, afirmou.
Sobre o SE Mapping
O SE Mapping é uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), e integra o calendário do Verão Sergipe.
O evento conta com a participação da Secretaria de Estado da Comunicação Social (Secom), da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), da Secretaria Especial da Cultura (Secult), da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem) e da Secretaria de Estado do Turismo (Setur).
O festival é idealizado e produzido pela Baluart Produtora e pela Agência Ilimitado, conta com o patrocínio da Iguá Sergipe, apoio da Energisa e parceria com o SSA Mapping.

























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