
Redução de 42% preocupa, e hemocentro convoca população de 18 a 35 anos para reforçar banco de voluntários
O Hemope está convocando voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 35 anos, para se cadastrarem como doadores de medula óssea no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). A iniciativa surge diante do cenário preocupante: o número de novos cadastros apresentou uma redução de 42% em relação ao mesmo período do ano passado.
A queda acende um alerta, já que cada novo voluntário inscrito representa uma oportunidade real de salvar a vida de pacientes que dependem de um transplante de medula óssea, muitas vezes a única alternativa de tratamento para doenças graves como a leucemia, anemias graves, linfomas e algumas deficiências do sistema imunológico.
O cadastro pode ser feito de forma simples durante a doação de sangue, nas unidades do Hemope, com a coleta de uma amostra de apenas 5ml de sangue. Para participar, é necessário ter entre 18 e 35 anos, apresentar bom estado geral de saúde, não possuir doenças infecciosas ou autoimunes e comparecer ao hemocentro mais próximo. No local, o voluntário recebe orientações sobre o processo e, caso deseje seguir, realiza a inscrição mediante assinatura do termo de consentimento.
De acordo com o Ministério da Saúde, o limite de idade para cadastro segue a Portaria nº 685/2021, que estabelece o registro até os 35 anos como estratégia para aumentar as chances de compatibilidade genética entre doador e paciente. Após o cadastro, o voluntário permanece no Redome até os 60 anos, podendo ser convocado caso seja compatível com algum paciente.
Segundo a coordenadora de Cadastros de Medula Óssea do Hemope, Josiete Tavares, o perfil dos doadores que atualmente procuram o serviço tem, em sua maioria, idade acima da faixa prioritária, o que impacta diretamente no número de novos registros. Apenas cerca de 25% dos pacientes encontram um doador ideal entre parentes. Já a chance de encontrar um doador compatível, que precisa de transplante, fora do núcleo familiar, é de 1 para 100 mil.
“Logo, a maioria dos pacientes que precisa de um transplante de medula óssea não encontra um doador compatível dentro da própria família. Por isso, o cadastro de voluntários é tão importante. Quanto mais pessoas registradas, maiores são as chances de localizar um doador compatível e salvar vidas”, destaca Josiete Tavares.
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