
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com o Ministério da Saúde, promoveu nesta quarta-feira (18), em Curitiba, um encontro estratégico para fortalecer a vigilância na região Sul. A reunião reuniu gestores e técnicos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para pactuar diretrizes de preparação e resposta a emergências em saúde pública.
O foco principal foi apresentar o modelo de autoavaliação estadual baseado no Regulamento Sanitário Internacional (RSI), que começa a ser desenhado no contexto do SUS. O sistema funciona como um "raio-x" da vigilância, permitindo que as gestões realizem diagnósticos padronizados com base em 15 capacidades e 35 indicadores específicos, assegurando que a rede pública esteja pronta para enfrentar surtos com eficiência global.
Durante o evento, foi detalhada a ferramenta SPAR-BR-Estadual, que está em fase de implementação. Esse instrumento busca identificar lacunas e potencialidades em cada estado, facilitando o planejamento de investimentos futuros e o suporte técnico coordenado pelo Ministério da Saúde.
Para o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o encontro consolida a união do Bloco Sul na proteção da população. "Sediar este debate com o Ministério da Saúde e nossos estados vizinhos é um passo estratégico. A saúde não tem fronteiras e a vigilância precisa ser integrada. Pactuamos metas que profissionalizam nossa resposta, garantindo que o Paraná e todo o Sul utilizem indicadores internacionais para medir a eficiência do SUS no enfrentamento de qualquer emergência", destacou.
A coordenadora-geral do Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs/MS), Priscilleyne Ouverney Reis, falou sobre a escolha do Paraná para sediar o encontro. "O Estado tem uma trajetória de vigilância exemplar e muito organizada. Este é um avanço mundial, pois estamos usando uma lupa maior para enxergar as particularidades de cada local. Com essa autoavaliação, o Ministério da Saúde pode ofertar capacitações e investimentos direcionados para a necessidade real de cada população", afirmou.
METODOLOGIA– O debate técnico detalhou o funcionamento do SPAR-BR-Estadual, que estabelece uma linha de base para o fortalecimento das ações de vigilância e facilita a criação de planos conjuntos.
Para a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, essa padronização é essencial para a segurança sanitária regional. "Essa trajetória de avaliações serve de base para o aprimoramento constante das nossas ações. O que estamos fazendo hoje é consolidar um diagnóstico para que o Paraná e os estados vizinhos tenham estruturas de vigilância cada vez mais robustas e coordenadas", afirmou.
HISTÓRICO– O Paraná já é referência nacional neste processo. Em 2024, o Estado foi protagonista ao participar de uma Avaliação Externa Voluntária da Organização Mundial da Saúde (OMS), que analisou a prontidão paranaense frente a riscos sanitários. A experiência internacional serviu de base para o amadurecimento das estratégias que agora estão sendo expandidas para todo o Brasil.
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