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Aliados de Bolsonaro buscam ministros do STF para pedir prisão domiciliar.

Aliados de Bolsonaro buscam ministros do STF para pedir prisão domiciliar.

17/03/2026 às 09h16
Por: Redação Fonte: Agência O Globo
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Aliados de Bolsonaro buscam ministros do STF para pedir prisão domiciliar.

Aliados de Bolsonaro buscam ministros do STF para pedir prisão domiciliar.

 

Movimentação ocorre após nova internação com quadro de pneumonia.

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a fazer contatos com ministros do Supremo Tribunal Federal ( STF) nos últimos três dias em uma tentativa de sensibilizar integrantes da Corte a conceder prisão domiciliar ao ex-mandatário, que está internado em Brasília após ser diagnosticado com uma pneumonia.

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A articulação ocorre enquanto Bolsonaro permanece hospitalizado no DF Star, depois de ter passado mal na última sexta-feira no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde cumpre prisão.

Segundo relatos de interlocutores do ex-presidente, parlamentares e aliados políticos entraram em contato com integrantes do tribunal para relatar o quadro de saúde e argumentar que a condição clínica justificaria a concessão da domiciliar. Entre os nomes citados nas articulações estão o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

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Nos bastidores, aliados reconhecem que a decisão sobre eventual domiciliar caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo. Interlocutores do ex-presidente também buscaram contato com outros integrantes da Corte em uma tentativa de ampliar o diálogo no tribunal sobre o quadro de saúde de Bolsonaro, à exemplo de Gilmar Mendes. Reservadamente, aliados confirmam ter feito contato com ministros para tratar do assunto. A estratégia, segundo pessoas envolvidas nas conversas, é apresentar o agravamento do quadro de saúde como elemento que poderia justificar uma revisão das condições de cumprimento da prisão. Procurados, os ministros preferiram não se manifestar.

O argumento levado aos ministros é que Bolsonaro desenvolveu pneumonia enquanto estava detido na unidade militar e que o episódio evidenciaria a necessidade de um acompanhamento médico contínuo.

Interlocutores afirmam que o objetivo das conversas é “sensibilizar” integrantes da Corte diante do estado de saúde do ex-presidente. Em contrapartida, fontes do STF veem espaço para a concessão da medida, mas alertam que o episódio também pode ser interpretado como um indicativo de que houve atendimento adequado na Papudinha, já que o ex-presidente foi prontamente conduzido ao hospital.

A movimentação ocorre em paralelo à estratégia da defesa do ex-presidente de voltar a pedir formalmente a prisão domiciliar. Após visitar o pai no Hospital DF Star, em Brasília, no último fim de semana, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que os advogados devem apresentar um novo pedido de domiciliar de caráter humanitário diante da nova internação. Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia e chegou a permanecer na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Segundo Flávio, o episódio reforçaria a necessidade de acompanhamento constante do ex-presidente.

“Isso reforça a importância de ele ter acompanhamento permanente, seja de familiares ou de profissionais de saúde, 24 horas por dia. Isso é possível em casa”, afirmou o senador após visitar o pai no hospital.

Bolsonaro foi levado ao hospital após apresentar febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio durante a madrugada. De acordo com a equipe médica, o ex-presidente apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas e foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a unidade semi-intensiva.

Apesar da melhora, aliados passaram a usar o episódio como argumento para defender a concessão da domiciliar. Parlamentares próximos ao ex-presidente afirmam que a pressão política deve continuar nos próximos dias, enquanto a defesa avalia eventuais medidas judiciais relacionadas ao quadro de saúde.

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