
O Colégio Estadual Professor Edson Carneiro, no bairro de São Caetano, em Salvador, recebeu, nesta quarta-feira (11), uma oficina do projeto Oxe, Me Respeite – Nas Escolas, voltada aos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental. A atividade marca o início do ciclo de encontros na unidade, que será realizado ao longo de três meses, com o objetivo de promover reflexões sobre respeito, igualdade de gênero e convivência entre adolescentes. A iniciativa é desenvolvida pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), e já vem sendo realizada em outras escolas da rede estadual como parte de uma política pública de prevenção à violência baseada em gênero e de fortalecimento da cultura de respeito no ambiente escolar.
O projeto vem sendo ampliado na rede estadual e já alcança 168 unidades escolares, em 2026. A iniciativa promove atividades formativas, rodas de conversa e dinâmicas interativas que estimulam o pensamento crítico e o protagonismo estudantil. A temática também ganhou destaque na Jornada Pedagógica deste ano, reforçando a importância de inserir o debate sobre equidade e direitos humanos no cotidiano das escolas.
A educadora social Ítala Lopes explicou que a proposta inicia com reflexões sobre desigualdades históricas e respeito às diferenças. “Hoje, daremos início à nossa primeira oficina do projeto, que aborda questões de respeito e direitos, visando o combate a todas as formas de violência. Apresentaremos um conteúdo introdutório sobre raça, etnia e gênero, bem como realizaremos uma dinâmica interativa para estimular a reflexão sobre a figura feminina na vida dos participantes”. Segundo ela, os encontros ocorrerão semanalmente, durante três meses, com atividades que incentivam o diálogo e a participação da turma.
Formação e escuta no ambiente escolar
A coordenadora pedagógica do Colégio Estadual Professor Edson Carneiro, Ana Cleide Xavier, explicou que a escolha da turma foi resultado de um processo de monitoramento realizado pela escola. “Após um diagnóstico pedagógico e comportamental, identificamos a necessidade de um trabalho mais direcionado com essa turma do 9º ano. Ao longo de três meses, os estudantes participarão de encontros em que a temática da desigualdade de gênero será discutida de diferentes formas, contribuindo para ampliar a consciência sobre respeito e convivência”.
Entre os estudantes, o início das atividades é visto como uma oportunidade de ampliar o diálogo sobre respeito e direitos. “Acreditamos que merecemos respeito. Os homens precisam respeitar nossa individualidade. O feminicídio é um problema grave e, muitas vezes, está ligado à dificuldade de aceitar o fim de relacionamentos e outras formas de desrespeito. Iniciativas como esta ajudam a aprender mais sobre o valor de uma mulher”, afirmou a estudante Maria Clara Batista Ferreira, de 15 anos.
A colega Fernanda do Carmo Silva, de 14 anos, também destacou a importância da discussão dentro da escola. “Considero isso muito importante, porque o mundo é um lugar perigoso e as mulheres nem sempre são tratadas como merecem. Projetos assim ajudam as pessoas a entender que todos somos seres humanos e precisamos ser valorizados e respeitados”. De acordo com a Secretaria da Educação do Estado, a iniciativa reforça o papel da escola pública como espaço de formação cidadã e de construção de uma cultura de paz entre as novas gerações.
Fonte: Ascom/SEC
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