
Pesquisa indica avanço da desaprovação em grupos decisivos para 2026 e frustração com impacto de medidas econômicas.
A nova rodada da pesquisa Genial Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta sinais de desgaste justamente em segmentos considerados decisivos para uma eventual disputa de reeleição em 2026.
Embora os números gerais mostrem relativa estabilidade na avaliação do governo, os recortes do levantamento revelam perda de apoio entre eleitores independentes, jovens, mulheres e em regiões estratégicas do país.
No total, 51% dos entrevistados afirmam desaprovar o governo, patamar ligeiramente superior ao registrado em fevereiro, quando a taxa era de 49%. A aprovação recuou de 45% para 44% no mesmo período.
O dado mais sensível para o Palácio do Planalto aparece no grupo de eleitores independentes, tradicionalmente decisivo em eleições presidenciais. Entre esse público, a desaprovação passou de 52% para 57% em um mês. Apenas 33% desse grupo declara aprovar a gestão do petista.
A piora da avaliação também se concentra em regiões com peso eleitoral relevante. No Sudeste, principal colégio eleitoral do país, a desaprovação subiu de 54% em fevereiro para 58% agora.
No bloco formado por Centro-Oeste e Norte, o movimento foi ainda mais acentuado: a taxa de desaprovação saltou de 51% para 59%.
A combinação desses dois recortes chama atenção porque ambos os espaços são considerados estratégicos em disputas nacionais, especialmente em cenários de segundo turno.
Outro grupo que passou a demonstrar maior resistência ao governo foi o eleitorado feminino. Em fevereiro, as mulheres ainda aprovavam mais do que desaprovavam a gestão petista: 48% avaliavam positivamente o governo, contra 44% de avaliação negativa.
Agora o cenário se inverteu. A desaprovação chegou a 48%, enquanto a aprovação recuou para 46%.
Entre os jovens de 16 a 34 anos, o quadro também é desfavorável ao governo. Nesse segmento, 56% desaprovam a gestão, enquanto 40% aprovam. Esse grupo etário é considerado particularmente relevante nas eleições recentes por apresentar maior volatilidade eleitoral.
O levantamento também mostra variações em grupos que historicamente foram bases importantes de apoio ao presidente.
Entre os eleitores católicos, por exemplo, a aprovação caiu de 52% em fevereiro para 49%. A desaprovação chegou a 47%, aproximando os dois índices.
Mesmo entre beneficiários do Bolsa Família — tradicionalmente associados ao apoio ao petismo — houve leve deterioração na avaliação do governo. A desaprovação subiu de 34% para 38%, enquanto a aprovação recuou de 60% para 57%.
A pesquisa também indica que o ambiente informacional pode estar influenciando a percepção dos eleitores. Segundo o levantamento, 47% afirmam ter visto mais notícias negativas do que positivas sobre o governo Lula.
Em fevereiro, quando os indicadores eram ligeiramente melhores, esse percentual era de 41%.
A exposição mais frequente a notícias negativas tende a reforçar percepções críticas sobre o desempenho do governo, segundo analistas políticos.
Outro ponto captado pela pesquisa envolve a percepção sobre medidas econômicas anunciadas pelo governo. A isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, por exemplo, teve impacto percebido menor do que o esperado.
Em outubro, quando a proposta foi anunciada, 61% dos eleitores acreditavam que seriam beneficiados pela medida. Agora, apenas 31% dizem ter sentido algum efeito positivo.
Para 66% dos entrevistados, a mudança não trouxe impacto direto no orçamento.
Entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, 74% afirmam não terem sido beneficiados pela isenção. Dentro desse grupo, 48% dizem não ter percebido diferença concreta no bolso.
A percepção de que o custo dos alimentos continua elevado aparece como um dos fatores que ajudam a explicar essa frustração econômica captada pelo levantamento.
Os dados sugerem que o governo enfrenta um desafio crescente para reconectar sua agenda econômica com a percepção cotidiana dos eleitores.
A perda de apoio em segmentos como independentes, jovens e mulheres indica que parte do eleitorado que costuma decidir eleições presidenciais pode estar se afastando do governo neste momento do mandato.
A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 6 e 9 de março, por meio de entrevistas domiciliares em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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