
Montadora chinesa vê crescimento dos motores híbridos como oportunidade, mas ainda não tomou decisão sobre ingressar na categoria.
A fabricante chinesa BYD estuda entrar no automobilismo internacional e avalia a possibilidade de disputar a Fórmula 1. A informação foi publicada pela Bloomberg, que aponta o interesse da empresa em ampliar a presença global da marca.
Um dos fatores que aproximam a montadora da principal categoria do esporte a motor é a crescente relevância da parte elétrica nos motores híbridos. O novo regulamento técnico ampliou o peso desse componente e já atraiu outras fabricantes, como Audi, que assumirá a estrutura da Sauber, além da Cadillac, que prepara a própria equipe, e da Ford, que retornará como fornecedora de motores.
Ainda sem decisão final, a BYD avalia caminhos possíveis para ingressar na categoria. Entre eles estão a criação de uma equipe própria ou a compra de uma escuderia já presente no grid. O principal entrave são os custos elevados. Estimativas apontam que uma temporada completa pode superar 500 milhões de dólares.
Outra alternativa considerada é o Campeonato Mundial de Endurance, que reúne provas tradicionais de longa duração, como as 24 Horas de Le Mans.
A eventual chegada de uma montadora chinesa à Fórmula 1 é vista com entusiasmo pela Federação Internacional de Automobilismo. O presidente da entidade, Mohammed ben Sulayem, já afirmou que gostaria de ver grandes poténcias representadas diretamente no grid.
A relação da China com a categoria também ganhou força nos ùltimos anos. O país recebe corridas desde 2004 no Circuito Internacional de Xangai e revelou seu primeiro piloto na F1 em 2022, Guanyu Zhou, hoje reserva da Cadillac após disputar 68 GPs até 2024.
Caso avance com o projeto, a BYD pode se tornar a primeira equipe chinesa da história da Fórmula 1. O interesse surge em um momento de contraste para a empresa. Globalmente, a montadora registrou queda de 41% nas vendas no ùltimo més, a pior desde o início da pandemia de COVID-19. No Brasil, porém, a marca segue em expansão no mercado de veículos eletrificados.
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