
Possível classificação das facções brasileiras ampliaria instrumentos de sanção e monitoramento usados por Washington contra organizações internacionais.
O governo dos Estados Unidos considera o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) ameaças relevantes à segurança regional devido à atuação no tráfico internacional de drogas, na violência e em redes de crime transnacional.
A avaliação foi feita por um porta-voz do Departamento de Estado, órgão responsável pela política externa americana à Folha de S. Paulo.
A possibilidade de classificar as facções brasileiras como organizações terroristas passou a ser discutida dentro da administração do presidente Donald Trump como parte de uma estratégia mais ampla de combate ao narcotráfico na América Latina.
Caso essa designação seja formalizada, autoridades americanas passariam a ter instrumentos adicionais para rastrear movimentações financeiras, aplicar sanções e ampliar o monitoramento de integrantes ou colaboradores dessas organizações.
A discussão ocorre em um momento em que o combate ao crime organizado transnacional ganhou peso na agenda de segurança dos Estados Unidos. Dentro dessa estratégia, Washington tem ampliado o uso de ferramentas legais e de inteligência para monitorar redes ligadas ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.
A eventual inclusão das facções brasileiras na lista de organizações terroristas também tem implicações diplomáticas. O tema aparece no radar de autoridades brasileiras e pode entrar na agenda de conversas entre os governos de Brasília e Washington em encontros bilaterais previstos para os próximos meses.
Dados do Ministério Público de São Paulo indicam que o PCC possui presença em pelo menos 28 países, o que reforça a avaliação internacional de que as facções brasileiras ampliaram sua atuação além das fronteiras nacionais.
A lista de organizações consideradas terroristas pelos Estados Unidos inclui grupos armados e redes extremistas que atuam em diferentes regiões do mundo.
Histórico de classificações terroristas na América Latina sob Trump:
Venezuela
El Salvador/América Central
México
Colômbia, Peru, Chile, Equador, Bolívia
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