
Ministério da Justiça cobra medidas contra conteúdos da tendência “se ela disser não”, investigada pela Polícia Federal.
O Ministério da Justiça notificou o TikTok e deu prazo de cinco dias para que a plataforma explique quais medidas tem adotado para lidar com a disseminação da trend conhecida como “se ela disser não”. As informações são do G1.
A série de postagens, que circula na rede social, reúne vídeos em que homens simulam reações violentas após a rejeição de pedidos de namoro ou casamento.
O ofício foi enviado nesta terça-feira (10) e solicita informações detalhadas sobre como a empresa identifica e remove conteúdos considerados misóginos ou potencialmente ilegais.
No documento, o Ministério da Justiça afirma que a responsabilidade da plataforma não se limita a retirar conteúdos após solicitação das autoridades. Segundo a pasta, o TikTok deve atuar de forma preventiva para impedir a circulação massiva desse tipo de material.
Para o governo, a ampla disseminação da trend levanta dúvidas sobre o cumprimento dos chamados deveres de cuidado por parte da rede social e pode indicar falhas estruturais na moderação de conteúdos.
Entre os pontos cobrados está a descrição das ferramentas utilizadas pela empresa para detectar conteúdos ilícitos. O governo também quer saber se existem sistemas automatizados para identificar tendências emergentes que possam envolver discurso de ódio ou violência.
Outro questionamento envolve o funcionamento dos mecanismos de recomendação da plataforma. A pasta pediu esclarecimentos sobre eventuais auditorias feitas no feed algorítmico para verificar se ele pode estar amplificando conteúdos misóginos.
A repercussão da trend ocorre em um momento de preocupação crescente com a violência contra mulheres no país. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou em 2025 o maior número de feminicídios da série histórica.
Foram 1.470 mulheres assassinadas por esse tipo de crime no ano passado, superando o recorde anterior de 2024, quando haviam sido contabilizados 1.464 casos. Em média, os registros indicam que quatro mulheres foram mortas por dia no país.
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