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Fifa corta mais de R$ 520 milhões do orçamento operacional da Copa do Mundo de 2026

Fifa corta mais de R$ 520 milhões do orçamento operacional da Copa do Mundo de 2026

10/03/2026 às 09h37
Por: Redação Fonte: Estadão Conteúdo
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Fifa corta mais de R$ 520 milhões do orçamento operacional da Copa do Mundo de 2026

Fifa corta mais de R$ 520 milhões do orçamento operacional da Copa do Mundo de 2026.

 

Entidade busca reduzir custos operacionais enquanto projeta receitas recordes com o torneio.

A Fifa reduziu em mais de US$ 100 milhões (R$ 523 milhões) o orçamento operacional previsto para a Copa do Mundo da 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México entre junho e julho do próximo ano.

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A informação foi revelada por fontes ouvidas pelo portal The Athletic, que apontam pressão interna por medidas de “eficiência” nos departamentos da entidade.

Funcionários da Fifa que atuam na sede operacional do torneio em Miami foram orientados a reduzir custos em áreas como segurança, logística, acessibilidade e proteção de eventos.

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Apesar dos cortes, o presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou em entrevista à CNBC que a competição deve gerar mais de US$ 11 bilhões em receitas, tornando-se a Copa do Mundo mais lucrativa da história.

No relatório anual da Fifa de 2024, a entidade estimava US$ 1,12 bilhão em despesas operacionais apenas para a organização do torneio. O orçamento total da competição, incluindo prêmios e operações de televisão, chegaria a US$ 3,75 bilhões.

Entre os principais gastos previstos estavam:

  • US$ 280 milhões para serviços técnicos
  • US$ 159 milhões para transporte de eventos
  • US$ 145 milhões para segurança
  • US$ 79 milhões para gestão de convidados

Segundo fontes internas, parte desses valores está sendo revista após orientação da sede da Fifa na Suíça para controle mais rigoroso de custos.

Meta de reinvestimento pode explicar cortes
Uma das razões apontadas para a redução de gastos é a meta da Fifa de reinvestir mais de 90% das receitas no desenvolvimento do futebol global.

No planejamento financeiro do ciclo 2023–2026, a entidade prevê receitas de US$ 12,9 bilhões e promete reinvestir cerca de US$ 11,67 bilhões em programas e projetos ligados ao esporte ao redor do mundo. Críticos, no entanto, questionam se essa meta pode acabar transferindo parte dos custos para cidades-sede e torcedores.

A política de preços adotada para o torneio também tem sido alvo de críticas. Os ingressos para alguns jogos da fase de grupos podem chegar a US$ 700, enquanto entradas para a final, em setores inferiores, chegam a US$ 8.680.

Além disso, a Fifa cobra 15% de taxa tanto para compra quanto para revenda de ingressos em sua plataforma oficial. Os preços de estacionamento também chamaram atenção. Uma vaga próxima ao MetLife Stadium custa cerca de US$ 225, enquanto no SoFi Stadium, em Los Angeles, pode chegar a US$ 300.

Outro ponto de tensão envolve os custos de segurança pública. Pelos acordos firmados com as cidades americanas, a FIFA fica com receitas de ingressos, transmissões, patrocínios e concessões, enquanto os governos locais assumem despesas de segurança.

Algumas cidades questionam se a entidade deveria dividir parte desses custos, principalmente nas áreas próximas aos estádios.

O Congresso dos EUA chegou a destinar US$ 625 milhões em recursos federais para ajudar na segurança da competição. No entanto, o valor ainda não foi liberado devido à paralisação parcial do governo que afeta o Department of Homeland Security.

Em comunicado ao The Athletic, a Fifa afirmou que revisões orçamentárias são práticas comuns antes de grandes eventos e garantiu que os cortes não afetarão a organização do torneio.

"A FIFA jamais comprometerá o sucesso operacional nem aspectos essenciais como a segurança de seu maior evento", afirmou a entidade.

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