
Haddad ainda não teve uma conversa definitiva com o presidente sobre a situação em São Paulo, mas os dois têm tratado frequentemente do assunto.
BRASÍLIA, 9 Mar (Reuters) – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o governo até o final da próxima semana e, apesar da sua resistência inicial, deve aceitar o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de concorrer ao governo de São Paulo, segundo fontes ouvidas pela Reuters.
“Ele (Fernando Haddad) está mais sensível à conjuntura”, disse uma das fontes.
A informação foi noticiada mais cedo nesta segunda-feira pelo jornal O Globo.
Procurado, o Ministério da Fazenda disse que não comentaria.
Haddad ainda não teve uma conversa definitiva com o presidente sobre a situação em São Paulo, contou uma das fontes, mas os dois têm tratado frequentemente do assunto.
A insistência de Lula com o nome de Haddad para o governo paulista vem da necessidade de o presidente ter um palanque forte no Estado, que costuma dar bons resultados para a oposição. Um resultado ruim para Lula em São Paulo pode comprometer a eleição presidencial, avalia o partido do presidente.
Apesar de pesquisas indicarem que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), provável candidato à reeleição, venceria em todos os cenários, dos nomes possíveis para enfrentá-lo pelo lado do governo federal — além de Haddad, foram cotados o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento Simone Tebet — o ministro da Fazenda é o que tem melhor resultado.
Pesquisa Datafolha divulgada no domingo mostra que, em um eventual primeiro turno, Haddad tem 31% das intenções de voto contra 44% de Tarcísio, enquanto Alckmin tem 26% e Simone, 19%.
Haddad não pretendia ser candidato este ano, depois de ter sido derrotado em 2016 ao disputar a reeleição para a prefeitura de São Paulo, e ter perdido também a eleição à Presidência em 2018 e ao governo de São Paulo em 2022. O ministro planejava ser um dos coordenadores da campanha de Lula à reeleição e chegou a ser explícito sobre isso, mas nas últimas semanas evitou novas negativas em público.
As fontes ouvidas pela Reuters, no entanto, afirmam que o prognóstico de uma eleição difícil para o presidente aumentou a cobrança para que Haddad cedesse.
O ministro ainda não anunciou para sua equipe sua decisão. Haddad volta a Brasília na terça-feira, e a expectativa é que haja uma nova conversa, essa definitiva, com Lula esta semana.
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