O negócio, que teria deixado a empresa combinada com cerca de US$85 bilhões em dívidas, pressionou imediatamente os títulos da Netflix. Eles estavam sendo negociados a US$1,03 e US$1,04 por valor de face quando Trump os comprou, em 12 e 16 de dezembro, e a US$1,04 e US$1,03 em sua segunda rodada de compras, em 2 e 20 de janeiro, segundo dados compilados pela LSEG.
Trump também adquiriu entre US$500.002 e US$1 milhão em títulos da Warner Bros em duas operações nos dias 12 e 16 de dezembro. Na ocasião, os títulos eram negociados a 91,75 centavos de dólar e 92 centavos de dólar. Agora, valem 95 centavos. Se ele manteve esses papéis, estaria ‘no lucro’ (in the money) agora.
Dias depois do anúncio da fusão da Warner com a Netflix, em 5 de dezembro, Trump começou a questionar a viabilidade do acordo, dizendo a jornalistas que a concentração de poder de mercado ‘poderia ser um problema’.
A Paramount, dirigida pelo filho de Larry Ellison, aliado de Trump e megadoador republicano, tornou pública sua oferta hostil de aquisição em 8 de dezembro, dando início a uma guerra de lances entre as duas empresas.
A Netflix desistiu da disputa após a Paramount apresentar uma oferta de US$110 bilhões há cerca de duas semanas. A transação com a Paramount será financiada por US$39 bilhões em novas dívidas fornecidas por Bank of America, Citigroup e Apollo, de acordo com o anúncio feito pelas empresas em 27 de fevereiro.
Os últimos relatórios do Escritório de Ética Governamental dos EUA, datados de 27 de fevereiro, foram publicados online na semana passada
Trump, um investidor imobiliário, já declarou anteriormente mais de US$1 bilhão em ativos. Ele mantém interesses comerciais que abrangem criptomoedas, clubes de golfe e outros contratos de licenciamento.
