
Segundo o jornal USA Today, há possibilidade de levantamento de sanções em setores de energia, portos e turismo, além de uma permissão para viagens à ilha para cidadãos americanos.
O governo dos Estados Unidos está em negociações com autoridades cubanas para que seja promovida uma transição de poder pacífica e reformas econômicas graduais. Detalhes do plano, apurados com fontes próximas ao assunto, foram divulgados pelo jornal USA Today, que reportou a possibilidade do levantamento de sanções em setores de energia, portos e turismo, além de uma permissão para viagens à ilha para cidadãos americanos.
Cuba está atravessando uma das maiores crises econômicas em décadas, após o bloqueio do envio de combustíveis ao país, que agravou os problemas energéticos – são comuns os apagões de mais de 20 horas na ilha, com efeitos no comércio e nos serviços públicos, especialmente na saúde e educação.
Segundo o USA Today, duas fontes com conhecimento dos planos do governo americano disseram que a negociação envolve a saída do poder do presidente Miguel Díaz-Canel. Como um dos interlocutores na ilha seria um neto de Raúl Castro, a família do ex-líder do país não seria atingida por medidas posteriores à transição política.
Segundo o jornal, em vez de uma campanha contundente para derrubar o governo comunista de Havana, a administração Trump estaria disposta a reformular as relações com o país por meio de acordos econômicos que priorizam os interesses dos EUA, evitando assim um confronto total.
A solução, portanto, estaria mais próxima da fórmula aplicada à Venezuela do que à adotada contra o regime dos aiatolás no Irã, que envolve bombardeios e interdição de negociações com o regime a ser derrubado.
No começo do ano, os EUA realizaram uma operação militar relâmpago na Venezuela e conseguiram retirar o presidente Nicolás Maduro do país, para ser processado por suposto envolvimento com o narcotráfico internacional. Mas a administração Trump manteve a vice-presidente Delcy Rodríguez no poder em troca de promessas de abertura política.
A proximidade de uma solução para a situação de Cuba foi explicitada neste final de semana, na reunião de Donald Trump na Flórida com lideranças latino-americanas, para tratar do “Escudo das Américas .
Na ocasião, Trump disse publicamente que o secretário de Estado Marco Rubio está tendo conversas com o governo cubano e que o regime quer fazer um acordo. “Cuba está no fim da linha. Eles estão muito no fim da linha. Eles não têm dinheiro. Eles não têm petróleo. Eles têm uma filosofia ruim. Eles têm um regime ruim que já é ruim há muito tempo”, disse Trump aos chefes de Estado da região no sábado (7).
Trump disse então que Cuba estava negociando com Rubio, ele mesmo e outros membros do governo que ele não nomeou. “Eu pensaria que um acordo seria feito muito facilmente com Cuba. “Cuba está em seus últimos momentos de vida como estava. Terá uma nova vida incrível, mas está em seus últimos momentos de vida do jeito que está”, afirmou Trump.
Dois dias antes, Trump deu pistas sobre um eventual flexibilização na proibição de viagens à ilha. No evento em que recebeu integrantes do time de futebol do Inter Miami CF, ele disse ao dirigente Jorge Mas, cujo pai nasceu em Cuba, que ele poderia em breve viajar sem problemas em breve. “Você não vai precisar da minha aprovação, apenas volta de avião”, disse Trump
Além disso, o senador da Carolina do Sul, Lindsey Graham, disse na semana passada em entrevista à Fox News que Cuba era a próxima na lista do presidente.
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