
Presidente da Câmara admitiu que o caso Master será tema central nas eleições e defendeu que haja um debate "de alto nível" sobre o assunto
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu uma “apuração imparcial” sobre o caso do Banco Master e disse que assuntos como esse sempre são levantados nas eleições, mas disse acreditar que não será o único tema da campanha e ressaltou a existência de outras operações em curso. As declarações ocorreram nesta segunda-feira (9) em entrevista por telefone à Rádio Metrópole, da Bahia.
Na ocasião, Motta foi questionado sobre como o caso do Banco Master atinge o universo político e a eleição deste ano. “Nós temos que defender a apuração imparcial de todo e qualquer problema que exista no nosso País. Esse problema do Banco Master, nós temos analisado que o próprio Supremo Tribunal Federal tem acompanhado de perto e tomado decisões importantes, como a que tomou na semana passada”, disse o presidente da Câmara.
Na sequência, o deputado também exaltou o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público no caso. “As instituições que estão acompanhando e investigando devem funcionar sem nenhum tipo de interferência e buscando, de maneira correta, a punição eventual de quem cometeu algum tipo de ilícito”, afirmou.
Em seguida, Motta admitiu que o caso do Banco Master provavelmente será assunto da eleição e defendeu um debate de “alto nível” sobre o processo.
“Com relação à influência desse problema no período eleitoral, nós já assistimos aqui no Brasil, em passado recente, que sempre esse tipo de operação, esse tipo de problema, vem sempre a ser um assunto da eleição. As narrativas são feitas de acordo com a conveniência do lado político ao qual a operação venha a ter algum comprometimento”, disse o presidente da Câmara.
Motta acrescentou: “Não vejo que o assunto será só esse. Nós temos outras operações também acontecendo em nosso país, em torno de outros assuntos que podem vir a se tornar problemas na eleição. Espero que o debate possa se dar não nesse âmbito policialesco, mas no âmbito dos problemas reais, como segurança pública, geração de emprego e renda.”
Política Fim da escala 6×1 entra em debate na CCJ da Câmara nesta terça-feira
Política Haddad deixa ministério até semana que vem e deve se candidatar ao governo de SP
Política Delegado da PF e ex-secretário são presos por tráfico de influência para criminosos Mín. 21° Máx. 31°