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Saúde da mulher avança em Hospitais Regionais do Araguaia e resgata sonhos femininos

Por Ascom Sespa (SESPA)07/03/2026 13h58Foto: Ascom HRRM e HRPAFoto: Ascom HRRM e HRPAFoto: Ascom HRRM e HRPAFoto: Ascom HRRM e HRPAAnteriorPróximoO...

07/03/2026 às 18h49
Por: Redação Fonte: Secom Pará
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Foto: Ascom HRRM e HRPA
Foto: Ascom HRRM e HRPA

Os Hospitais Regionais Públicos de Rio Maria (HRRM) e do Araguaia (HRPA), em Redenção, que compreendem 15 municípios da região de integração Araguaia, vêm ampliando o acesso da população feminina a serviços especializados de saúde. Entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, as duas unidades somaram 11.020 atendimentos a mulheres, incluindo consultas ginecológicas, cirurgias obstétricas e ginecológicas, exames ambulatoriais e internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os resultados refletem o fortalecimento da assistência à saúde da mulher na região, uma das prioridades do Governo do Pará no planejamento estratégico em saúde pública desde 2019. A data de 8 de março, Dia Internacional da Mulher, reforça a importância de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso à saúde, à prevenção de doenças e ao cuidado integral feminino.
Desta forma, os hospitais vêm se consolidando como referências assistenciais na região do Araguaia, com serviços especializados, atendimento humanizado e reconhecimento dos usuários do SUS.

Nosso compromisso com o bem estar e a saúde da mulher está em melhorar cada vez mais os atendimentos e serviços ofertados. Sabemos que a valorização começa com o investimento em melhores equipes e infra-estrutura. Trata-se de uma região estratégica para a saúde pública, por isso nosso compromisso em ampliar a rede”, disse Ualame Machado, Secretário de Saúde do Estado.

Cirurgias que ajudam a reconstruir sonhos

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No Hospital Regional de Rio Maria (HRRM), procedimentos ginecológicos minimamente invasivos têm contribuído para melhorar a saúde e a qualidade de vida das pacientes. Um exemplo é o caso de Valéria Rios, de 30 anos, que passou por uma histeroscopia cirúrgica para remover um pólipo uterino, identificado durante exame de rotina.

“Realizei um exame de rotina e o ultrassom mostrou um pólipo que precisava ser removido. Como estou tentando engravidar, o médico explicou que isso poderia ser uma das causas que estavam dificultando. Além de cuidar da saúde, esse procedimento me aproxima do sonho de ser mãe. Fui muito bem atendida na unidade”, relatou a paciente.

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A histeroscopia cirúrgica é um procedimento ginecológico minimamente invasivo que permite a visualização direta da cavidade uterina por meio de um equipamento com câmera introduzido pela via vaginal. A técnica possibilita o diagnóstico e tratamento de diversas alterações, como pólipos endometriais, miomas submucosos, aderências uterinas e alterações estruturais da cavidade do útero, causas frequentes de sangramento uterino anormal e dificuldades para engravidar.

O ginecologista Ivan César de Castro Júnior, responsável pelo procedimento, explica que a técnica permite diagnóstico e tratamento no mesmo ato cirúrgico.

“É um procedimento pouco invasivo, que permite avaliar toda a cavidade uterina e tratar a alteração identificada. Na maioria dos casos, a paciente recebe alta no mesmo dia.

Atualmente, é considerado um padrão de excelência no diagnóstico e tratamento das doenças intrauterinas”, destacou o médico.

Fortalecendo o cuidado integral à saúde feminina, o HRRM também disponibiliza exames especializados, como biópsia do colo do útero e colposcopia, fundamentais para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer do colo uterino.

A diretora hospitalar do HRRM, Eliene Neves, ressalta o compromisso da unidade com a melhoria contínua da assistência.
“Nosso trabalho é guiado pela defesa da vida e pelo cuidado humanizado. Reafirmamos diariamente o compromisso com a qualidade da assistência, garantindo às mulheres um atendimento cada vez mais seguro, digno e resolutivo”, afirmou.

Referência para gestantes na região

O Hospital Regional Público do Araguaia (HRPA), em Redenção, é referência em maternidade para diversos municípios da região.
Somente em 2025, a unidade realizou 563 partos, entre cesarianas e partos normais.
O hospital também se destaca pelo atendimento às gestantes indígenas da etnia Kayapó, garantindo assistência respeitosa às especificidades culturais. No último ano, foram realizados 19 partos de mulheres indígenas na unidade.

De acordo com a gerente de enfermagem do HRPA, Jéssica Machado, o atendimento às gestantes é estruturado para garantir segurança clínica e acolhimento. “As gestantes indígenas de alto risco são acompanhadas no pré-natal de alto risco. Já as gestantes de risco habitual são acolhidas a partir da 36ª semana de gestação, quando passam por avaliação da equipe obstétrica e têm seu plano de parto organizado. Todo o acompanhamento do puerpério também é realizado na unidade”, explicou.

A estrutura regional permite que muitas famílias realizem o parto mais perto de casa, evitando longos deslocamentos até a capital do Estado.
Foi o caso do pequeno José Miguel, que nasceu no HRPA após parto cesariano. A mãe, Ana Melo, de 29 anos, moradora de Cumaru do Norte, destacou a importância de poder contar com o atendimento na própria região.
“Estou muito feliz e satisfeita com o atendimento que recebi. Foi uma assistência humanizada, com profissionais atenciosos. Poder ter meu bebê perto de casa foi muito importante, porque agora voltaremos para casa mais rápido e sem enfrentar longas horas de estrada com um recém-nascido”, relatou.

Para o diretor hospitalar do HRPA, Ricardo Arruda, a presença de hospitais estruturados no interior fortalece o acesso à saúde e garante mais segurança para as famílias. “Ter um hospital de referência próximo de casa facilita o acesso aos serviços de saúde, reduz custos com deslocamento e proporciona mais segurança para as gestantes. Isso contribui diretamente para partos mais seguros e para o retorno da mãe e do bebê ao lar com tranquilidade”, destacou.

O avanço dos serviços nos hospitais regionais reforça o compromisso do Governo do Pará com a ampliação do acesso à saúde da mulher, garantindo assistência especializada, humanizada e de qualidade para milhares de famílias na região de integração Araguaia.

Texto: Ascom HRRM e HRPA

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