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Cidades Rio Preto - SP

Patrulha Maria da Penha reforça proteção a mulheres em Rio Preto

Equipe especializada monitora afastamento de agressores a mais de 7 mil atendidas

06/03/2026 às 17h41
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Rio Preto - SP
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Ivan Feitosa / SMCS
Ivan Feitosa / SMCS

Evitar a repetição da violência e garantir segurança às vítimas. Esse é o objetivo das medidas protetivas concedidas pela Justiça, que determinam que o agressor mantenha distância da mulher. Em São José do Rio Preto, o cumprimento dessas determinações conta com o apoio da Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal.

O trabalho da equipe consiste em acompanhar de perto as mulheres que receberam a medida judicial. A guarda municipal Monique Fialho explica que a atuação é constante.

GCM Monique - Patrulha Maria da Penha.jpg
GCM Monique Fialho atua em força especializada

“A gente recebe essas medidas protetivas e vai diariamente aos endereços das vítimas para verificar se elas estão sendo cumpridas, se o agressor não se aproximou novamente. Se chegarmos lá e constatarmos o descumprimento, localizamos o agressor e ele é conduzido à Delegacia da Mulher”, afirma.

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Criada em 2020, o serviço já atendeu mais de 7 mil mulheres em Rio Preto e realizou mais de 20 mil visitas de acompanhamento.

Segundo ela, além da fiscalização, as visitas também servem para registrar novas informações que possam ajudar no andamento do caso. “Com base nos relatos delas, a gente faz um relatório que é encaminhado ao Ministério Público para averiguação”, completa.

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Para a guarda civil Kátia Souza, um dos principais desafios ainda é o desconhecimento. Muitas vítimas demoram a procurar ajuda.

“Elas têm muita dificuldade em buscar esse apoio. Falta informação, falta conhecimento. O nosso serviço também é levar orientação, acolhimento, escuta e empatia, que é o que muitas vezes está faltando para essas vítimas”, destaca.

Já o guarda civil Thiago Ronda lembra que o enfrentamento à violência contra a mulher também depende do envolvimento dos homens.

“Enquanto homem, nessa missão de proteger as mulheres, me sinto lisonjeado. A participação masculina nesse tema ainda não é a ideal, mas tem crescido, e isso é importante”, afirma.

Ele reconhece que, em alguns casos, a presença masculina pode gerar barreiras iniciais no diálogo com as vítimas. “Às vezes encontramos alguma dificuldade para que elas se abram, mas no dia a dia vamos construindo mecanismos para quebrar essas barreiras”, explica.

A atuação da Patrulha reforça que combater e prevenir a violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva e um compromisso permanente da sociedade.

Esta iniciativa contempla os itens 3, 5, 10 e 16 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar (3), Igualdade de Gênero (5), Redução de Desigualdades (10) e Paz, Justiça e Instituições Eficazes (16). Conheça a Agenda 2030: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs

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