
Estreito por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial enfrenta interrupções no tráfego em meio à guerra entre Irã, EUA e Israel.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quarta-feira (4) que tem “controle total” do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo e foco de tensão crescente no conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
“Atualmente, o Estreito de Ormuz está sob controle total da Marinha da República Islâmica”, declarou o oficial da marinha da Guarda Revolucionária Mohammad Akbarzadeh, segundo comunicado divulgado pela agência iraniana Fars.
A passagem marítima liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é responsável pelo escoamento de cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo.
As declarações ocorrem enquanto o tráfego marítimo na região enfrenta interrupções significativas. Empresas de navegação e operadores logísticos relatam embarcações paradas e rotas alternativas sendo avaliadas após ataques a petroleiros e ameaças iranianas de bloquear a passagem.
Segundo dados da consultoria Clarksons Research, cerca de 3.200 navios, o equivalente a aproximadamente 4% da tonelagem global, estão atualmente parados no Golfo. Outros cerca de 500 navios aguardam fora da região, próximos a portos dos Emirados Árabes Unidos e de Omã.
Apesar das restrições, um petroleiro realizou recentemente uma travessia incomum pelo estreito rumo aos Emirados Árabes Unidos para carregar petróleo, segundo dados de rastreamento marítimo.
O aumento da tensão elevou o preço do petróleo. O Brent superou US$ 83 por barril, acumulando alta superior a 13% desde o início do conflito e atingindo o nível mais alto desde julho de 2024.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou na terça-feira (3) que a Marinha americana pode escoltar petroleiros que cruzarem a região. Em publicação na rede Truth Social, ele disse que a medida será implementada “o mais rápido possível”.
“Não importa o que aconteça, os Estados Unidos garantirão o fluxo livre de energia para o mundo”, escreveu Trump.
O fechamento parcial do estreito já levou países dependentes do petróleo do Golfo a buscar rotas alternativas. O governo do Paquistão informou que solicitou à Arábia Saudita que redirecione parte de suas exportações pelo porto de Yanbu, no Mar Vermelho, para garantir o fornecimento energético.
(com Reuters)
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