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Clima no Pentágono é de “paranoia” após ataque ao Irã, diz jornal

Clima no Pentágono é de “paranoia” após ataque ao Irã, diz jornal

02/03/2026 às 15h48
Por: Redação Fonte: infomoney
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Clima no Pentágono é de “paranoia” após ataque ao Irã, diz jornal

Clima no Pentágono é de “paranoia” após ataque ao Irã, diz jornal.

 

Relato obtido pelo Washington Post aponta preocupação com duração do conflito e estoques de defesa dos EUA.

O clima dentro do Pentágono e entre integrantes do governo Donald Trump é de forte tensão após o início da ofensiva contra o Irã, segundo reportagem publicada no domingo (1º) pelo Washington Post. De acordo com pessoas familiarizadas com a situação ouvidas pelo jornal, há receio de que o conflito saia do controle e se prolongue por semanas.

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“O clima aqui é intenso e paranoico”, afirmou uma das fontes ao jornal.

Segundo o relato, líderes militares demonstram preocupação com a possibilidade de que os combates se estendam além de alguns dias, pressionando estoques já limitados de sistemas de defesa aérea dos Estados Unidos. Uma das fontes disse que há apreensão sobre o impacto do conflito nos arsenais, observando que frequentemente são necessários dois ou três interceptadores para neutralizar um único míssil inimigo.

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O principal democrata do Comitê de Serviços Armados da Câmara, Adam Smith, afirmou que a operação exigirá novo consumo de munições em um momento em que os recursos já estão “esticados”. “Vai esticar nossa capacidade de defender tudo o que precisamos defender”, declarou, descrevendo os meios disponíveis como “sob pressão”.

Na semana passada, o presidente do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, teria alertado a Casa Branca sobre riscos adicionais associados a possíveis escassezes de munições e à falta de apoio militar mais amplo de aliados.

Embora os Estados Unidos mantenham forte presença militar na região, com destróieres capazes de interceptar mísseis, autoridades avaliam que drones iranianos do tipo Shahed representam ameaça adicional, por voarem baixo e em baixa velocidade, dificultando a interceptação ideal pelos sistemas americanos.

Desde o início da operação, Trump tem reiterado em publicações nas redes sociais que está comprometido com uma campanha militar prolongada. Diferentemente da ação pontual realizada em junho contra instalações nucleares iranianas, o presidente afirmou que bombardeios “pesados e precisos” continuarão por dias para atingir os objetivos declarados.

Bastidores das negociações

A ofensiva ocorreu horas depois de sinais públicos de continuidade das negociações entre Washington e Teerã. Uma nova rodada de conversas estava prevista para esta semana em Genebra, e o principal diplomata americano viajaria ao Oriente Médio. Mas tudo mudou rapidamente, e pouco depois as forças americanas iniciaram ataques de grande escala contra o Irã.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que os Estados Unidos “nos atacaram no meio da negociação”. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, que atuava como mediador, escreveu após os bombardeios: “Estou consternado.

Segundo o Washington Post, autoridades americanas sustentaram que as conversas eram conduzidas de boa-fé e que Teerã havia sido alertado sobre a movimentação militar na região caso não houvesse progresso rápido.

Um alto funcionário disse ao jornal que os negociadores informaram aos iranianos que seria necessário interromper o enriquecimento de urânio, oferecendo em troca fornecimento permanente de combustível nuclear. Segundo o relato, a proposta foi rejeitada.

A ruptura abrupta alimentou críticas de que a diplomacia teria sido usada como instrumento de pressão antes da ação militar. O governo americano, por sua vez, afirma que a decisão de atacar foi tomada apenas após avaliar que não havia avanço suficiente nas tratativas.

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