
As exportações do agronegócio mineiro começaram o ano com crescimento do valor médio por tonelada acima da média nacional. Em janeiro, Minas Gerais registrou quase US$ 1,6 mil/tonelada, enquanto o preço médio do agro brasileiro foi de aproximadamente US$ 680/tonelada.
Na avaliação da assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) , Manoela Teixeira, o movimento reforça o perfil de estado exportador de produtos de maior valor agregado. "Na prática, Minas exportou, em média, duas vezes o valor por tonelada do Brasil. Esse movimento reforça que, além da valorização do café, a pauta mineira tende a incorporar produtos com maior valor agregado e maior preço unitário, resultando em valor médio por tonelada acima do observado no agregado nacional", explica.
No mês de janeiro, as exportações do agro de Minas alcançaram US$ 1,2 bilhão, mantendo-se no terceiro lugar dos estados que mais exportam, com 11,5% de participação no total nacional do setor. No primeiro mês do ano, o volume embarcado foi de 776,4 mil toneladas, com aumento de 6,8%. Já a receita registou queda de 9,6% no valor, ficando em US$ 1,2 bilhão. "Esse quadro indica que o desempenho de receita foi condicionado por ajustes conjunturais de preços e composição da pauta, e não por perda de capacidade de exportar”, detalha Teixeira.
Mercados
A pauta exportada pelo agronegócio mineiro, no período, englobou uma mistura de 318 diferentes produtos agropecuários, que foram enviados para 134 países. Os principais destinos foram Estados Unidos (US$ 162 milhões), China (US$ 144 milhões), Alemanha (US$ 112 milhões), Japão (US$ 81 milhões) e Itália (US$ 73 milhões). Os Emirados Árabes Unidos foram o destaque de janeiro, quando as importações do país asiático cresceram mais de 72%, alcançando US$ 30 milhões, sinalizando aceleração de demanda em um mercado estratégico.
Café
Principal produto exportado pelo agro mineiro, o café alcançou US$ 787 milhões e volume de 1,7 milhão de sacas, com quedas de 19,1% e 38,8%, respectivamente, em relação a janeiro de 2025.
Carnes
O segmento das carnes (bovina, suína e de frango) registrou o maior valor exportado no período, alcançando US$ 138 milhões, alta de 22,6% em relação ao meso período do ano passado. Já o volume também registrou recordes, ficando em 37 mil toneladas, um crescimento de 6,8%.
Complexo sucroalcooleiro
A receita do complexo sucroalcooleiro apresentou retração de 1,5% em relação ao mês de janeiro de 2025, atingindo US$ 101,6 milhões. Já o volume alcançou 293 mil toneladas, com aumento de 39,6%.
Complexo soja
O complexo soja (grão, farelo e óleo) apareceu como vetor de expansão em janeiro, com aumento de aproximadamente 323% na receita e de 315% no volume. O resultado foi de US$ 66 milhões e 139 mil toneladas.
Produtos florestais
As exportações de produtos florestais alcançaram US$ 86 milhões e volume de 151 mil toneladas, com quedas de 10,8% e 10,9% respectivamente.
Outros produtos
A exportação de frutas atingiu recorde para janeiro, somando US$ 502 mil e 515 toneladas, puxada especialmente por limão e abacate, que sustentaram o avanço tanto em valor quanto em volume.
Ampliando a diversificação da pauta exportadora no período, o segmento de preparações de amendoim também registrou recorde em valor e volume, com US$ 4 milhões e 3 mil toneladas. Outro destaque foi o grupo de produtos oleaginosos, que somou US$ 1,7 milhão e 1,8 mil toneladas, com destaque para óleos e sementes.
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