
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo, 22, que pretende discutir com Donald Trump qual será o papel dos Estados Unidos na América do Sul. “Quero discutir qual é o papel dos EUA na América do Sul, se é de ajuda ou ameaça”, declarou Lula, em entrevista a jornalistas em Nova Délhi, na Índia.
A fala ocorre após Trump anunciar tarifas globais de 15% sobre produtos importados pela maioria dos países. O presidente voltou a defender que o Brasil quer relações iguais com todos os parceiros e disse que não deseja alinhamentos automáticos em um cenário de polarização internacional.
As novas tarifas foram anunciadas após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal o tarifaço anterior. O Brasil chegou a enfrentar taxas de até 50% sobre exportações aos EUA.
Lula afirmou que não cabe ao presidente brasileiro comentar decisões da Suprema Corte americana. Sobre a reação do Brasil, disse que o governo agiu com cautela e avaliou que, em alguns pontos, houve recuo por parte da administração norte-americana.
O presidente confirmou que deve se reunir com Trump em março. Segundo Lula, a agenda será extensa e envolverá comércio, investimentos, parcerias universitárias e a situação da comunidade brasileira nos Estados Unidos.
Ele afirmou que pretende tratar de investimentos americanos no Brasil e reforçou que o país busca tratamento igualitário nas relações bilaterais.
Lula também mencionou o combate ao crime organizado transnacional. Segundo ele, a atuação das organizações criminosas exige cooperação entre países.
O presidente declarou que, se houver interesse dos EUA em enfrentar o narcotráfico e o crime organizado, o Brasil atuará em parceria. Ele acrescentou que a América do Sul e o Caribe são regiões pacíficas e que desejam crescimento econômico e geração de emprego.
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