
O Carnaval está chegando, e traz não apenas a diversão dos foliões, mas também um aumento significativo nos atendimentos ortopédicos. No Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), a tendência é que os casos de lesões ortopédicas cresçam neste período, principalmente devido a acidentes de trânsito, agressões e quedas.
Segundo o ortopedista do Huse, Rodrigo Passos, os atendimentos mais comuns no hospital durante o Carnaval envolvem politraumatizados vítimas de acidentes de trânsito, especialmente condutores de motocicletas. "Por se tratar de um período festivo, também notamos aumento no atendimento a pacientes vítimas de agressões físicas e outros tipos de acidentes, como entorses e quedas da própria altura", explicou.
Para curtir a festa com segurança, alguns cuidados são essenciais. O ortopedista destaca que prudência deve ser a palavra-chave. "Atentar para o uso de sapatos confortáveis e que possuam algum tipo de sistema de amortecimento, observar o terreno em que está transitando para evitar os entorses e, principalmente, utilizar o álcool com moderação. Ele afeta os nossos reflexos e propicia acidentes", orientou.
A ingestão excessiva de bebidas alcoólicas é um dos fatores que mais contribuem para o aumento de lesões ortopédicas no Carnaval. "O álcool é um dos principais fatores de risco, talvez até o maior, relacionado ao aumento de lesões nesse período. Seu consumo excessivo, principalmente associado à condução de veículos e motocicletas, causa uma série de acidentes. Essa imprudência pode levar a consequências graves, como sequelas permanentes e até mesmo a morte", enfatizou o médico.
O que fazer
Caso um folião sofra uma entorse ou sinta dor intensa após um trauma, são recomendadas medidas iniciais. "O paciente deve retirar imediatamente adornos como aneis, pulseiras e calçados do membro acometido para que o edema não cause compressão. Procure um lugar calmo e inicie um tratamento com compressas de gelo e elevação do membro. Caso as dores persistam, procure atendimento médico em uma UPA ou hospital de baixa complexidade. É importante lembrar que os grandes hospitais, como o Huse, são preferencialmente referência para casos mais graves", orientou Rodrigo Passos.
Muitas pessoas ignoram dores após o Carnaval e só procuram ajuda dias depois, o que pode agravar o quadro. "Fraturas sem desvio ou de pequenos ossos, por vezes, não impedem que o paciente caminhe ou movimente o membro, como muitos pensam. A única forma de descartar tais lesões é através dos exames físico e de imagem. Uma fratura não diagnosticada e tratada a tempo pode levar a sequelas e limitação de movimento permanente", alertou o ortopedista.
Segundo o especialista, para garantir um Carnaval seguro e sem sustos, o ideal é tomar precauções desde o início da festa: "Diversão com responsabilidade é fundamental. Escolher um calçado adequado, estar atento ao ambiente e evitar exageros no consumo de álcool são atitudes simples que fazem toda a diferença".

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