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PGR se manifesta contra pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro após perícia

PGR se manifesta contra pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro após perícia

21/02/2026 às 11h44
Por: Redação Fonte: infomoney
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PGR se manifesta contra pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro após perícia

PGR se manifesta contra pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro após perícia.

 

Órgão afirma que laudo descarta necessidade de hospitalização e cita risco de fuga e descumprimento de cautelares.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (20), parecer contrário ao pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe.

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A manifestação ocorre após a realização de perícia médica determinada no âmbito da execução da pena. O relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes, havia solicitado que defesa e PGR se posicionassem sobre as conclusões do laudo.

No último dia 11, os advogados de Bolsonaro reiteraram o pedido de prisão domiciliar humanitária. A defesa argumentou que o ex-presidente apresenta comorbidades crônicas, com problemas cardíacos e respiratórios, além de sequelas de cirurgias abdominais, o que, segundo os advogados, colocaria sua saúde em risco no regime atual.

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No parecer assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, a PGR sustenta que o exame médico foi “categórico ao concluir que as comorbidades apresentadas não demandam assistência em nível hospitalar, assegurando a viabilidade do tratamento no atual local de detenção”.

O órgão também relembra que Moraes já havia rejeitado pedidos anteriores de domiciliar com base na “gravidade de atos concretos voltados à fuga e o reiterado descumprimento de medidas cautelares” por parte de Bolsonaro.

No documento, a PGR afirma que não houve mudança relevante no quadro fático que justificasse revisão do entendimento.

“Visto que a realidade fática não sofreu alteração substancial, e considerando que o batalhão dispõe de assistência médica 24 horas e unidade avançada do SAMU, permanece incólume o entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, o qual reserva a prisão domiciliar apenas aos casos em que o tratamento médico indispensável não possa ser ofertado na unidade de custódia, situação que não se verifica nos presentes autos”, diz o texto.

Bolsonaro começou a cumprir a pena em 25 de novembro, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde já estava preso preventivamente desde o dia 22 do mesmo mês.

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