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Esposa de Ramagem chama retorno ao trabalho presencial em RR de “perseguição”

Esposa de Ramagem chama retorno ao trabalho presencial em RR de “perseguição”

19/02/2026 às 18h04
Por: Redação Fonte: infomoney
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Esposa de Ramagem chama retorno ao trabalho presencial em RR de “perseguição”

Esposa de Ramagem chama retorno ao trabalho presencial em RR de “perseguição”.

 

Procuradora diz estar em teletrabalho desde 2016, acusa PGE de romper isonomia e reclama de ordem que coincide com fuga do ex-deputado para os EUA.

A servidora pública e esposa do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), Rebeca Ramagem, classificou como “perseguição política” a ordem para que retome o trabalho presencial no governo de Roraima. A decisão foi tomada pelo procurador-geral do Estado, Tyrone Mourão.

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Rebeca, que é procuradora do Estado de Roraima, alega que cumpre regime de teletrabalho desde 2016 “sem qualquer prejuízo ao serviço público” e que a ordem de retorno — no mesmo momento em que seu marido se encontra foragido nos Estados Unidos — ignora o fato de que um terço dos procuradores atua em trabalho remoto.

“Em medida desproporcional e arbitrária, [o procurador-geral do Estado] suspendeu meu regime de teletrabalho e impôs presença física obrigatória, apenas para me prejudicar, rompendo isonomia interna e rejeitando a própria atividade digital das atribuições exercidas”, escreveu a esposa de Ramagem em publicação no Instagram.

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Rebeca saiu de férias em 17 de novembro, mês em que viajou para Miami com as filhas para estar ao lado de Alexandre Ramagem, foragido após ter sido condenado a 16 anos de prisão por participação na trama golpista. Na sequência, estendeu as férias até 19 de dezembro.

No dia 22 do mesmo mês, a Procuradoria-Geral do Estado apresentou um atestado de 60 dias solicitando licença médica, alegando “impactos reais, concretos, emocionais e psicológicos” sofridos por ela e por sua família nos últimos meses. O pedido foi prontamente acatado pelo Estado. Desde então, Rebeca não retornou ao trabalho.

A mulher de Ramagem recebia mensalmente um salário bruto de R$ 46 mil, mas teve o pagamento suspenso e as contas bloqueadas em 12 de dezembro por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

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