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Lagarde dá a entender em mensagem a colegas que saída do BCE não é iminente

Lagarde dá a entender em mensagem a colegas que saída do BCE não é iminente

19/02/2026 às 11h22
Por: Redação Fonte: Reuters
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Lagarde dá a entender em mensagem a colegas que saída do BCE não é iminente

Lagarde dá a entender em mensagem a colegas que saída do BCE não é iminente.

 

O Financial Times ‌noticiou na quarta-feira que Lagarde planeja deixar o cargo antes das eleições presidenciais francesas do próximo ano.

A ⁠presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse a ⁠seus colegas que continua focada em seu trabalho e que os informará primeiro ‌se estiver prestes a se demitir, em uma mensagem que eles interpretaram como significando que ela não está prestes a renunciar, disseram quatro fontes à Reuters.

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Financial Times ‌noticiou na quarta-feira que Lagarde planeja deixar o cargo antes das eleições presidenciais francesas do próximo ano, votação que a extrema-direita eurocética pode vencer.

Uma renúncia antecipada com o objetivo de dar ao atual presidente da França, Emmanuel Macron, uma palavra a dizer na escolha do novo presidente do BCE reacenderia o debate sobre a independência do banco central em ⁠relação ‌à política, princípio que tem sido ameaçado nos Estados Unidos pelo ataque do presidente ⁠norte-americano, Donald Trump, ao Federal Reserve.

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Lagarde enviou uma mensagem privada a outras autoridades mais tarde na quarta-feira para tranquilizá-los de que ainda está concentrada em seu papel de liderar a instituição financeira mais importante da Europa e que eles ouviriam dela, e não da imprensa, se ela quiser se demitir, disseram as fontes.

Os destinatários ​da mensagem disseram que isso provavelmente significa que Lagarde não quer deixar o BCE imediatamente, embora a mensagem não fechasse definitivamente a porta para tal medida.

Algumas autoridades ​disseram estar surpresas com o fato de já terem surgido especulações sobre o futuro de Lagarde, faltando mais de um ano para as eleições presidenciais francesas de 2027 e o fim do mandato de Lagarde em outubro do próximo ano.

Um porta-voz do BCE se recusou a comentar.

O presidente do Banco da França, François Villeroy de Galhau, ‌anunciou na semana passada planos de se aposentar, em uma ​medida que dá a Macron a chance de escolher o próximo chefe do banco central francês.

Em declarações privadas, as autoridades do BCE afirmaram que a decisão de Villeroy e a mensagem de Lagarde indicam o ⁠desejo francês de garantir a ​escolha de banqueiros centrais ​competentes e independentes, independentemente de quem vença as eleições presidenciais na França.

O partido francês de extrema-direita Reunião Nacional (RN) condenou ⁠as medidas como antidemocráticas.

O presidente francês escolhe ​o presidente do banco central do país e, como chefe da segunda maior economia da zona do euro, desempenha um papel importante nas negociações mais amplas para selecionar o presidente do BCE.

As pesquisas ​mostram que a líder de extrema-direita Marine Le Pen ou seu protegido Jordan Bardella podem ganhar a Presidência francesa.

Embora o RN tenha há muito ​abandonado o apelo para que ⁠a França saia do euro, o partido ainda é visto como uma incógnita nos círculos de banqueiros centrais.

Ainda assim, ⁠algumas fontes afirmaram que uma eventual decisão de Lagarde de se demitir antecipadamente para privar o sucessor de Macron de ter uma palavra a dizer sobre quem deve liderar o BCE levantaria, por si só, questões sobre a sua independência em relação à política.

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