
Em meio à discussão sobre a criação de um código de conduta no STF, ministro disse que 10% dos dividendo do Instituto Inter vão para instuição religiosa e os 90% restantes custeiam obras sociais
O ministro André Mendonça afirmou que os lucros e dividendos de sua empresa, o Instituto Inter, que oferta cursos jurídicos, são destinados para o custeamento de obras sociais e para o dízimo da igreja. O comentário foi feito durante uma das pregações dele compartilhadas no Instagram no início deste mês. Além de ser integrante do Supremo Tribunal Federal, ele também é pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo.
— Eu, a minha esposa, sob as bênçãos dos meus filhos, decidimos que a nossa parte do Instituto Iter será para a consagração de um altar a Deus. Tudo o que vier, possivelmente, a dar de lucro e resultado, eu vou separar 10% para o dízimo e os 90% restantes serão investidos em obras sociais e educação – disse no vídeo. — Qualquer participação de lucro e resultado será o meu altar diante de Deus, e como testemunho perante a sociedade de que um servo de Deus abre mão de tesouros na Terra para juntar tesouros no céu.
Dentro do Supremo, o ministro assumiu na semana passada a relatoria da investigação do Banco Master, acusado de fraudes financeiras, após a saída do ministro Dias Toffoli. Antes de deixar o caso, o magistrado teve uma série de decisões questionadas — incluindo pedidos de suspeição e críticas de integrantes dos meios jurídico e político — e teve expostas suas relações com pessoas próximas ao principal alvo, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O ministro Alexandre de Moraes também foi criticado, após a revelação de que a empresa da mulher dele, a advogada Viviane Barci, tinha firmado um contrato de R$ 129 milhões para defender o Master. Além disso, o magistrado participou de um encontro de especialistas do meio jurídico financiado pelo banco em Nova Iorque em 2022.
Em resposta, o presidente da Corte, o ministro Edson Fachin, trabalha para a elaboração de um código de conduta para os tribunais superiores. Como mostrou o GLOBO, embora haja concordância quanto à importância de transparência em temas como palestras e atividades externas, parte da Corte avalia que o debate vem sendo conduzido de forma inadequada: sob pressão da opinião pública e com participação externa.
A ideia de estabelecer regras mais claras sobre palestras — incluindo informações sobre local, convite, patrocínio e eventual remuneração — é vista por alguns ministros como um tema legítimo para reflexão interna. Ainda assim, há incômodo com o desenho geral da proposta e, sobretudo, com a forma como ela vem sendo colocada em discussão.
Política Justiça ordena remoção de “deepfake” que simulava encontro de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro.
Política STJ prorroga sindicância sobre acusação contra ministro Marco Buzzi
Política Lula assina MPs de apoio às vítimas das enchentes em Minas Gerais
Política Viagem com Lula aos EUA foi suspensa em virtude da guerra no Irã, diz Fávaro
Política Paulo Guedes: Se Flávio Bolsonaro ganhar eleições, terá meu total apoio
Política Moraes nega recurso e mantém Filipe Martins na Cadeia Pública de Ponta Grossa
Política ‘Tomara que morra lá’, diz Ricardo Nunes ao comentar prisão de Vorcaro
Política STF nega troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro no dia da prisão do dono do Master
ALE-RO Dra. Taíssa se posiciona contra veto do governo e defende acesso a medicamentos para tratamento da obesidade e diabetes pelo SUS Mín. 20° Máx. 32°