
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que já pagou R$ 37,2 bilhões em garantias a credores do conglomerado ligado ao Banco Master, o equivalente a 92% do total previsto até o momento. Os dados são atualizados até esta terça-feira, 18 de fevereiro de 2026, às 10h.
Em número de beneficiários, cerca de 653 mil credores já receberam os valores, o que corresponde a 84% do total de investidores elegíveis. Os pagamentos envolvem recursos de clientes do Banco Master, Banco Master de Investimentos e Letsbank, instituições liquidadas pelo Banco Central após a identificação de problemas financeiros e suspeitas de irregularidades.
O processo de ressarcimento continua sendo realizado de forma digital, por meio do aplicativo do FGC, voltado principalmente para pessoas físicas com valores cobertos pela garantia.
O fundo garante depósitos e investimentos como CDBs, LCIs e LCAs até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição, respeitando o teto global de R$ 1 milhão por investidor a cada período de quatro anos.
Além dos pagamentos relacionados ao conglomerado Master, o FGC também iniciou o processo de ressarcimento dos clientes do Will Bank, instituição que fazia parte do grupo e teve liquidação decretada posteriormente.
A estimativa é de que sejam pagos R$ 6,3 bilhões em garantias aos credores do banco digital.
Desde 13 de fevereiro, o fundo começou a antecipar pagamentos para clientes com valores de até R$ 1.000, utilizando o próprio aplicativo do Will Bank. Até agora, foram pagos R$ 53 milhões, o que representa 27% do montante previsto para essa etapa, estimado em R$ 200 milhões.
Em termos de beneficiários, cerca de 380 mil clientes já receberam os valores, ainda que isso represente apenas 6% do total de 6 milhões de pessoas elegíveis para essa antecipação.
Clientes do Will Bank que possuem valores acima de R$ 1.000 ou que investiram por meio de plataformas de investimento não estão incluídos nessa antecipação.
Nesses casos, será necessário solicitar o ressarcimento pelo aplicativo do FGC, após a finalização da consolidação da lista de credores, processo conduzido pelo liquidante com apoio do fundo.
Além das garantias, alguns clientes também estão recebendo valores relacionados a depósitos em moeda eletrônica, vinculados às contas de pagamento do banco.
O caso envolvendo o Banco Master já é considerado o maior acionamento da história do FGC, com impacto relevante sobre o fundo, que é financiado pelas próprias instituições financeiras.
O episódio também reacendeu discussões no mercado sobre regulação, governança e transparência em instituições de menor porte, além de possíveis ajustes nas regras do sistema de garantias.
O fundo reforçou um alerta para tentativas de golpe envolvendo o pagamento das garantias. Segundo o FGC, não há contato com clientes por telefone, mensagens ou redes sociais para solicitação de dados pessoais.
Toda a comunicação oficial ocorre apenas pelos canais institucionais, e não há qualquer intermediação de terceiros para liberação de valores.
A orientação é que investidores busquem exclusivamente os meios oficiais em caso de dúvida, evitando compartilhar senhas, códigos ou informações bancárias.
Política Justiça ordena remoção de “deepfake” que simulava encontro de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro.
Política STJ prorroga sindicância sobre acusação contra ministro Marco Buzzi
Política Lula assina MPs de apoio às vítimas das enchentes em Minas Gerais
Política Viagem com Lula aos EUA foi suspensa em virtude da guerra no Irã, diz Fávaro
Política Paulo Guedes: Se Flávio Bolsonaro ganhar eleições, terá meu total apoio
Política Moraes nega recurso e mantém Filipe Martins na Cadeia Pública de Ponta Grossa
Política ‘Tomara que morra lá’, diz Ricardo Nunes ao comentar prisão de Vorcaro
Política STF nega troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro no dia da prisão do dono do Master
ALE-RO Dra. Taíssa se posiciona contra veto do governo e defende acesso a medicamentos para tratamento da obesidade e diabetes pelo SUS Mín. 20° Máx. 32°