
Processos começaram em novembro do ano passado com liquidação do Banco Master.
O Banco Central (BC) decretou nesta quarta-feira a liquidação de duas novas instituições financeiras que faziam parte do grupo do Banco Master. Com Banco Pleno e a Pleno DTVM, de Augusto Lima, ex-sócio do banco, a autoridade monetária chegou a liquidação de 8 empresas do sistema financeiro ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
O Banco Pleno e a Pleno DTVM foram vendidas no segundo semestre do ano passado a Augusto Lima, que era sócio de Daniel Vorcaro desde 2019 no Banco Master.
Lima deixou a sociedade no Master no ano passado e assumiu o controle do banco Voiter, que integrava o grupo. Mudou o nome do banco para Pleno e fez dois aportes de capital na instituição, que somam R$ 160 milhões
Procurada nesta quarta-feira, a defesa dele preferiu não se manifestar.
O Banco Pleno herdou cerca de R$ 6 bilhões de CDBs do Master e tentava construir uma carteira de crédito. Porém, não conseguiu fazer uma frente de captação de recursos e nem vender ativos em quantidade suficiente.
Com isso, a instituição passou a enfrentar problemas para arcar com os compromissos e pagar os CDBs que vieram do Master e da carteira de crédito que foi se constituindo.
Desde novembro de 2025, o Banco Central vem desmontando, em etapas, o conglomerado liderado por Daniel Vorcaro, após identificar insolvência financeira, suspeitas de fraudes contábeis e risco de contágio para outras instituições.
Outras liquidações
Na primeira fase, em novembro de 2025, foram liquidadas as principais empresas do grupo: Banco Master S/A, Banco Master de Investimento, Banco Letsbank (atual BlueBank) e a corretora do conglomerado. Em janeiro de 2026, o BC ampliou a intervenção para a CBSF DTVM (ex-Reag Investimentos), apontada como parte do mecanismo usado para ocultar prejuízos. No dia 21 de janeiro, foi decretada também a liquidação do Will Bank, braço digital do grupo, após o fracasso da tentativa de venda e o bloqueio das operações com cartões da Mastercard.
Com essas medidas, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi acionado para ressarcir investidores em produtos cobertos, como CDBs, LCIs e LCAs, até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição, respeitado o teto global de R$ 1 milhão. O caso Master resultou no maior acionamento da história do fundo, com cerca de R$ 41 bilhões reservados para pagamentos.
Grupo em recuperação judicial
Em janeiro, a Justiça reconheceu o pedido de recuperação judicial de duas empresas do Grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master em novembro passado. As dívidas acumuladas chegam a R$ 4,2 bilhões.
A Fictor fez proposta para comprar o banco Master e aportar R$ 3 bilhões na instituição do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Essa proposta, segundo a empresa, provocou um movimento de resgates dos investimentos de seus clientes, levando a uma crise de liquidez, que culminou no pedido de recuperação judicial.
Em janeiro a Justiça determinou o bloqueio de R$ 150 milhões em bens da Fictor. O valor é referente a garantia de um contrato de operações de cartão de crédito da empresa que não vinha sendo cumprido. Outros R$ 500 mil bloqueados em fevereiro são de um contrato que vinha sendo oferecido pela Fictor para investimentos em ativos do agronegócio.
Amazonas Mais de 14 mil servidores da Segurança terão reajuste de 4,14%, anuncia o governador interino Roberto Cidade
Economia Acionistas aprovam aumento de capital do BRB em até R$ 8,81 bilhões
Amazonas Amazonas movimenta US$ 1,55 bilhão na corrente de comércio em março de 2026 Mín. 20° Máx. 28°