
Pré-candidato à Presidência reage a enredo da Acadêmicos de Niterói, que exalta trajetória do presidente.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou neste domingo (15) um vídeo produzido com inteligência artificial que simula um samba-enredo com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A divulgação ocorre no mesmo dia em que a escola de samba Acadêmicos de Niterói desfila na Marquês de Sapucaí com enredo em homenagem ao petista.
No vídeo, compartilhado nas redes sociais do parlamentar, Lula aparece caracterizado como presidiário ao lado da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja. A música faz menção ao fictício “bloco do Lulaladrão” e traz referências a investigações envolvendo fraudes no INSS, ao caso do Banco Master e ao sigilo de gastos com cartão corporativo.
Em um dos trechos, a canção afirma: “Ô Luladrão, abre esse cartão, se é tudo certo, não bota sigilo não”.
No entanto, a postagem não menciona que, segundo a Lei de Acesso à Informação, os gastos com cartão corporativo da Presidência são considerados “reservados” enquanto durar o mandato. Os gastos de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, por exemplo, só vieram à tona em janeiro de 2023, após ele deixar o Palácio do Planalto.
De acordo com a Secom, nem Lula nem Janja são portadores de cartões corporativos. Os gastos são feitos por servidores da Presidência.
Diferente do desfile eleitoral do Lula, esse vídeo não usou dinheiro dos impostos… pic.twitter.com/duR7c9n89E
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) February 15, 2026
A postagem faz alusão direta ao desfile da Acadêmicos de Niterói, que apresenta o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A proposta destaca a trajetória política do presidente e inclui referências a slogans de campanha e ao número do PT nas urnas.
Ao comentar a publicação, Flávio escreveu: “Diferente do desfile eleitoral do Lula, esse vídeo não usou dinheiro dos impostos”.
O desfile tem sido criticado por integrantes da oposição, que questionam o uso de recursos públicos destinados às escolas do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. O governo federal afirma que o repasse à agremiação segue os mesmos critérios aplicados às demais escolas e que não houve interferência na escolha do tema.
Na quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou, por unanimidade, um pedido para impedir o samba-enredo, mas fez um alerta sobre possíveis irregularidades. Segundo a ministra Cármen Lúcia, “A festa popular do Carnaval não pode ser fresta para ilícitos eleitorais de ninguém”.
O desfile ocorre em meio à disputa pré-eleitoral de 2026. Flávio Bolsonaro é um dos principais adversários de Lula na corrida presidencial, segundo as pesquisas mais recentes de intenção de voto.
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