
Partido do presidente Lula afirma que movimento dos últimos dias "pavimenta o caminho do autoritarismo".
O PT divulgou uma nota neste domingo criticando o “ataque” a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) após Dias Toffoli deixar a relatoria do caso do Banco Master na Corte. O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não vai “fazer coro com nenhum oportunismo autoritário”.
No posicionamento, a legenda diz que se posicionou favoravelmente às investigações envolvendo o Master, mas não prestará apoio a “pré-julgamento e linchamento e linchamento de ninguém.
“O PT não vai fazer coro com nenhum oportunismo autoritário. Por mais que seja urgente uma profunda reforma nas instituições brasileiras, reforma político eleitoral, nosso atual modelo de democracia representativa está carcomido, é urgente também uma reforma no poder Judiciário, mas essa necessidade não pode ser confundida com nenhum movimento fascista, organizado, que busca enfraquecer as instituições que sustentam o regime democrático”, diz a nota.
Ministros do STF definiram em reunião na noite dessa quinta-feira a saída de Dias Toffoli da relatoria do caso do Banco Master na Corte. Reportagem do site Poder360 reproduziu falas na íntegra atribuídas aos ministros durante o encontro. Segundo mostrou o GLOBO, magistrados do Supremo ficaram indignados com o vazamento da reunião. Um magistrado chegou a classificar a revelação das conversas reservadas como “coisa de moleque”.
O PT classificou o movimento dos últimos dias como “ataque” ao STF.
“Temos que apurar todas as denúncias, mas esse ataque aos ministros do STF, sem o direito de defesa, enfraquece o Judiciário, alimenta o sentimento antissistema, e pavimenta o caminho do autoritarismo”, afirma.
De acordo com integrantes do STF, na reunião não havia auxiliares ou técnicos, mas somente os dez membros que atualmente compõem o tribunal. Ministros dizem que o vazamento agrava o ambiente de desunião que já estava sendo observado na Corte, com desconfianças internas e semelhante ao que havia antes da pandemia, quando os magistrados travavam disputas públicas.
Nesta semana, a Polícia Federal entregou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um relatório pericial sobre o celular de Daniel Vorcaro, controlador do Master, que teria identificado menções ao nome de Dias Toffoli em mensagens encontradas no aparelho. A informação foi inicialmente relatada por veículos como UOL e confirmada pelo GLOBO. Após esse encaminhamento, um pedido de suspeição contra Toffoli foi aberto na Corte.
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