
Em análise conjunta com outros países, britânicos dizem que Alexei Navalny foi envenenado em 2024 com a toxina epibatidina, uma substância encontrada apenas em rãs na América do Sul.
Alexei Navalny, líder da oposição ao governo de Vladimir Putin na Rússia, que morreu numa prisão da Sibéria há dois anos, foi envenenado com a toxina epibatidina, uma substância encontrada apenas em rãs na América do Sul. A conclusão de uma análise conjunta divulgada nesta sábado pelos governos do Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Holanda.
Segundo a investigação, dada a toxicidade da epibatidina e os sintomas relatados, o envenenamento foi altamente provável como a causa da morte. “Navalny morreu enquanto estava preso, o que significa que a Rússia tinha os meios, o motivo e a oportunidade de administrar esse veneno a ele”, disse em nota o Escritório de Relações Exteriores do Reino Unido.
A Rússia afirmou que Navalny morreu por causas naturais.
Segundo o órgão britânico, o desrespeito repetido da Rússia ao direito internacional e à Convenção sobre Armas Químicas é evidente. Em agosto de 2020, Reino Unido, Suécia, França, Alemanha, Holanda e parceiros já haviam condenado o uso do agente nervoso novichok pela Rússia para envenenar Alexei Navalny. Isso ocorreu após o uso da mesma substância em Salisbury pela Rússia em 2018, que levou à trágica morte de uma mulher britânica, Dawn Sturgess.
O Reino Unido comentou na nota que essas últimas descobertas mais uma vez ressaltam a necessidade de responsabilizar a Rússia por suas repetidas violações da Convenção sobre Armas Químicas e, neste caso, da Convenção sobre Armas Biológicas e Toxinas.
“Nossos Representantes Permanentes na Organização para a Proibição de Armas Químicas escreveram hoje ao Diretor-Geral para informá-lo sobre essa violação russa da Convenção sobre Armas Químicas. Estamos preocupados que a Rússia não tenha destruído todas as suas armas químicas”, alertaram.
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