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Rússia exibe poder nuclear em mega exercício de combate enquanto Putin corteja Xi

Rússia exibe poder nuclear em mega exercício de combate enquanto Putin corteja Xi

19/05/2026 às 14h06
Por: Redação Fonte: Bloomberg
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Rússia exibe poder nuclear em mega exercício de combate enquanto Putin corteja Xi

Rússia exibe poder nuclear em mega exercício de combate enquanto Putin corteja Xi.

 

Manobras envolvem 64 mil militares, frotas e mísseis estratégicos e incluem armas em Belarus, em recado nuclear em meio à guerra na Ucrânia.

A Rússia está realizando um grande exercício de combate para treinar a preparação e o uso de suas forças nucleares ao mesmo tempo em que o presidente Vladimir Putin viaja a Pequim para conversas com o líder chinês Xi Jinping.

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Os três dias de manobras vão envolver mais de 64 mil soldados, 200 lançadores de mísseis, 140 aeronaves, 73 navios de superfície e 13 submarinos, informou o Ministério da Defesa da Rússia em comunicado nesta terça-feira, sem detalhar quantos lançamentos de mísseis estão previstos. As Forças de Mísseis Estratégicos, as frotas do Norte e do Pacífico e o Comando de Aviação de Longo Alcance devem participar.

“É um exercício de escala relativamente grande”, disse Dmitry Stefanovich, pesquisador do Centro de Segurança Internacional do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais, em Moscou. “O objetivo é o sinal estratégico: lembrar que um confronto militar direto com uma potência nuclear não pode ser vencido.”

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Os exercícios reforçam a intenção do Kremlin de lembrar ao mundo suas capacidades atômicas no momento em que a Ucrânia aumenta o número de ataques de longo alcance em território russo. As manobras, que também vão focar treinamento para armas instaladas na vizinha Belarus, foram anunciadas depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter alertado na semana passada que a Rússia pode estar preparando uma maior participação das forças de Minsk na guerra na Ucrânia.

Belarus afirmou na segunda-feira que o “evento de treinamento planejado” não é direcionado a terceiros e “não representa ameaça à segurança da região”.

Moscou enviou armas nucleares táticas para Belarus, que faz fronteira com três países da Otan, em 2023, e depois implantou o míssil de longo alcance Oreshnik em 2025. O veterano presidente Alexander Lukashenko permitiu que a Rússia usasse o território bielorrusso como base de lançamento para a invasão em larga escala da Ucrânia em 2022.

Com Putin prestes a se encontrar com Xi nesta quarta-feira — após o líder chinês ter se reunido com o presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada —, o presidente russo estará fora do país durante boa parte do exercício nuclear.

Putin participou por videoconferência das manobras das forças estratégicas russas em outubro. Em 2024, a Rússia realizou exercícios nucleares uma semana antes da eleição presidencial nos EUA, alardeando capacidades aprimoradas para furar defesas aéreas. Naquela ocasião, o país disparou mísseis balísticos intercontinentais e lançou mísseis balísticos.

Na semana passada, Putin afirmou que o país vai colocar em operação seu míssil balístico intercontinental Sarmat, com capacidade nuclear, até o fim do ano, após o que Moscou descreveu como um teste bem-sucedido da arma.

 

© 2026 Bloomberg L.P.

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