
A Dirección Nacional de Aeronáutica Civil (DINAC) recebeu oficialmente o pedido da Gol Linhas Aéreas para operar novas rotas internacionais ligando Brasil, Estados Unidos e Paraguai. O requerimento foi protocolado nesta quinta-feira na Presidência da autoridade aeronáutica paraguaia.
De acordo com o comunicado, a companhia solicitou autorização para iniciar, a partir de 8 de junho, a operação da rota Brasília – Miami- Assunção e Assunção – Miami – Brasília. Já a partir de 10 de agosto, a empresa pretende operar a rota Rio de Janeiro – Miami- Assunção e Assunção – Miami – Rio de Janeiro. Ao todo, estão previstas quatro frequências semanais. A Gol informará oportunamente os dias e horários das operações.
Segundo a DINAC, os voos estão amparados pelos acordos bilaterais de serviços aéreos firmados pelo Paraguai com o Brasil e com os Estados Unidos, contemplando direitos de tráfego de quinta liberdade do ar.
A chamada quinta liberdade do ar permite que uma companhia aérea realize voos comerciais transportando passageiros, carga ou correio entre dois países estrangeiros, desde que o voo tenha origem ou destino final em seu país de registro.
A autoridade paraguaia informou ainda que aguarda a conclusão dos trâmites administrativos por parte da companhia aérea junto aos demais Estados envolvidos, a fim de obter as autorizações necessárias. No comunicado, o presidente da DINAC, Nelson Mendoza Rolón, destacou que o Paraguai está preparado para enfrentar grandes desafios no setor aéreo.
Do Rio para a Flórida?

Um detalhe que chama a atenção no comunicado é a citação da rota Rio – Miami, que não é realizada hoje e estaria fora do alcance do Boeing 737 MAX 8 da GOL. Desta maneira, existem duas possibilidades de menção a esta rota.
A primeira delas é que ocorreu uma confusão, e que na realidade a rota seria Rio – Assunção (já operada hoje pela GOL), com a extensão da capital paraguaia até Miami. Outra possibilidade é que os planos e rumores sobre a chegada do Airbus A330 na companhia aérea brasileira se concretizem, surgindo tanto a possibilidade do avião maior fazer a rota do Rio até os EUA, e de lá o 737 MAX assumir até Assunção, como toda a rota ser feita pelo Airbus.
Esta última opção é menos factível, já que a American Airlines sempre teve dificuldade de operar na rota com aviões menores, como o Boeing 757-200 e 767-300ER. Porém, a chegada dos A330 também estaria ventilada para o meio do ano, o que abre essa possibilidade.
O AEROIN questionou a DINAC sobre este ponto no comunicado, e assim que o órgão paraguaio nos retornar, esta reportagem será atualizada.
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