
Endocrinologista avalia riscos causados pela mistura de álcool com medicamentos antiobesidade; entenda.
Ao planejar o Carnaval, quem faz uso das "canetas emagrecedoras" precisa ter em mente que o cuidado com o corpo deve ser redobrado, especialmente sob o calor intenso dos blocos. O primeiro ponto de atenção é a hidratação.
Como o medicamento reduz significativamente a fome, ele frequentemente silencia também a sensação de sede.
A endocrinologista Andressa Heimbecher explica que, em um ambiente de exposição solar e esforço físico, a desidratação pode ocorrer de forma silenciosa e perigosa; por isso, beber água preventivamente é a regra de ouro.
“Além disso, a dieta deve ser rigorosamente leve. O esvaziamento gástrico retardado pela medicação não tolera alimentos gordurosos — como a clássica feijoada de Carnaval — ou o consumo excessivo de álcool, combinação que eleva drasticamente o risco de náuseas e vômitos”, enfatiza a especialista.
No que diz respeito à saúde do pâncreas, a endocrinologista ressalta importância de separar o mito da realidade científica. Embora notícias recentes tenham associado o uso das canetas ao risco de pancreatite, os estudos mostram que esse risco é, na verdade, muito baixo. “O verdadeiro vilão da pancreatite aguda no mundo continua sendo o consumo excessivo de álcool, somado aos casos de cálculos na vesícula. É preciso ser claro: o excesso de bebida causa pancreatite com, sem ou apesar do uso da medicação.”
Curiosamente, Andressa revela que as canetas têm demonstrado um efeito positivo na redução da impulsividade e do desejo espontâneo pelo álcool, diminuindo os episódios de "binge drinking" (o consumo exagerado em curto intervalo).
“É importante refletirmos se a recente notoriedade negativa dada ao medicamento não coincide estrategicamente com períodos festivos, onde a indústria do álcool é a grande força motora”.
A especialista reforça que, em um cenário onde a medicação ajuda inclusive no tratamento do etilismo ao reduzir a vontade de beber, desestimular seu uso no Carnaval pode servir mais aos interesses comerciais do que à saúde do paciente. “O segredo para uma folia segura é manter a medicação, priorizar alimentos leves, hidratar-se constantemente e aproveitar a redução da impulsividade para celebrar com moderação”, finaliza.
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