
Vaga também é pleiteada pelo PSD e pelo PL; governador deixou composição ao Senado em aberto e afirmou que definição será por pesquisas.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou, nesta quinta-feira, não haver um nome favorito para compor sua chapa nas eleições deste ano. A vaga de vice-governador é pleiteada pelo PSD, partido presidido por Gilberto Kassab, secretário de Governo de Tarcísio, e também passou a ser pretendida também pelo MDB e pelo PL. Atualmente, o cargo é ocupado hoje por Felício Ramuth (PSD).
— É normal que os partidos que nos acompanham façam pleitos por essa vaga, por uma chapa majoritária. Não tem favorito. A gente vai discutir, vai arranjar, montar esse grupo de maneira que a gente vá disputar dentro de uma lógica de harmonia — afirmou o governador a jornalistas durante agenda em Guarulhos.
Em relação ao arranjo para o Senado, Tarcísio já definiu que uma das vagas é do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), seu ex-secretário de Segurança Pública. O segundo nome, no entanto, ainda está em aberto, embora haja a pré-candidatura do deputado federal Ricardo Salles pelo partido Novo.
— A segunda vaga vai ser decidida com base em pesquisa. Vamos ver quem tem potencial, quem pode chegar lá, para que a gente seja extremamente competitivo — disse Tarcísio.
Até março do ano passado, o mais provável era que Eduardo Bolsonaro (PL) ocupasse o posto. O filho “03” do ex-presidente, contudo, viajou aos Estados Unidos alegando perseguição do Supremo Tribunal Federal (STF) e passou a articular sanções do presidente americano, Donald Trump, a autoridades brasileiras.
Nesta segunda-feira, o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, teve uma reunião a portas fechadas com o mandatário paulista para alinhar a composição da chapa. Conforme reportagem do GLOBO, aliados avaliam que o encontro teve como intuito frear o ímpeto da ala lulista e agradar os membros do diretório paulista que contestam o movimento, como o prefeito paulistano, Ricardo Nunes.
Uma das opções é oferecer um candidato de centro ao Senado, atendendo a um desejo manifestado pelo próprio Tarcísio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Há três alternativas principais: a deputada federal Simone Marquetto, ex-prefeita de Itapetininga, o ex-governador Rodrigo Garcia, atualmente sem partido e que foi derrotado justamente por Tarcísio há quatro anos, ou o próprio Baleia.
Numa configuração menos provável, o partido também surge como opção de destino para o atual vice-governador Ramuth, que concorre contra Kassab pelo posto no segundo mandato. Segundo interlocutores do PSD, o vice tem dito internamente que a sua preferência é por continuar no partido, mas não descarta a mudança caso seja barrado na empreitada à reeleição.
Ao mesmo tempo, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou que trabalhará pela indicação do presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), André do Prado (PL), como vice-governador. O posto é considerado estratégico porque, numa eventual saída do governo para disputar as eleições presidenciais em 2030, o vice encerraria o mandato e estaria numa situação favorável para emplacar uma reeleição.
— Obviamente, o PL é um partido super importante para nós, mas a gente tem que ver também que vamos estar apoiando o candidato à presidência da República do PL. Isso tem um significado. Tenho certeza que a gente vai tornar São Paulo um colégio importante para a candidatura do Flávio. Vamos tomar essa decisão lá na frente — disse Tarcísio na quarta-feira passada (4).
Em relação ao Senado, com a impossibilidade de eleger Eduardo, há nomes próximos ao filho do ex-presidente que podem herdar seu espólio político. Entre os nomes que poderiam encampar a candidatura estão o deputado estadual Gil Diniz, os deputados federais Marco Feliciano e Mário Frias, ou mesmo o vice-prefeito de São Paulo, coronel Ricardo Mello Araújo, todos filiados ao PL.
Política PT lança candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo
Política Um terço dos partidos explicou controle de emendas parlamentares
Política Só um terço dos partidos explicou controle de emendas parlamentares Mín. 17° Máx. 22°