
Zema comparou a situação ao episódio envolvendo o então ministro da Agricultura do Japão, Toshikatsu Matsuoka, que teve o nome associado a um escândalo político e morreu em 2007.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta quinta-feira, 12, que, se um caso semelhante ao que envolve o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli tivesse ocorrido no Japão, o “envolvido teria se suicidado”. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais.
Zema comparou a situação ao episódio envolvendo o então ministro da Agricultura do Japão, Toshikatsu Matsuoka, que teve o nome associado a um escândalo político e morreu em 2007.
“Se algo semelhante a isso tivesse acontecido no Japão, eu penso que lá a pessoa envolvida teria (se) suicidado. Se tivesse acontecido na Europa, onde tem vergonha na cara, a pessoa teria renunciado. No Japão tem honra e aqui nós não temos nem honra, nem vergonha na cara e as pessoas continuam aí atuando”, afirmou o governador em publicação na rede social X.
Nesta quinta-feira, Toffoli confirmou, em nota, integrar o quadro societário da empresa Maridt, que foi uma das controladoras do resort Tayayá, no Paraná. A Maridt vendeu, em 2021, participação no empreendimento a um fundo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, acusado de liderar esquema de fraude investigado sob relatoria do próprio ministro. Toffoli afirma que não mantém relação de amizade com Vorcaro nem recebeu valores do empresário.
A declaração foi feita em nota divulgada após a Polícia Federal (PF) pedir, na quarta-feira, 11, a suspeição do ministro no caso envolvendo o Banco Master, depois de encontrar menções ao nome do magistrado no celular de Vorcaro.
Além de citações ao nome de Toffoli em mensagens localizadas no aparelho de Vorcaro, a PF também identificou conversas entre o banqueiro e o ministro. A informação foi noticiada pelo site UOL e confirmada ao Estadão por pessoas com acesso aos resultados da investigação.
O gabinete do ministro confirmou, em nota, que a PF apresentou um pedido de declaração de suspeição para afastá-lo do caso e afirmou que a solicitação se baseia em “ilações”. A defesa de Vorcaro, por sua vez, disse que houve “vazamento seletivo de informações”.
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