
País viverá mais uma onda para a valorização do que eles chamam de "soccer", disputando a audiência com outras manias nos EUA, como NFL, NBA e MLB.
A presença da Seleção Brasileira nos Estados Unidos em março marca mais do que a abertura simbólica do calendário de 2026. Os amistosos do chamado Road to 26 representam os últimos grandes eventos internacionais antes de o país entrar, de fato, no clima de Copa do Mundo, algo que tende a transformar a relação do público americano com o futebol de forma definitiva.
Historicamente, os Estados Unidos fazem esforços consistentes para tornar o futebol, ou soccer, como é chamado localmente, em um produto comercial relevante. Esse movimento não é recente. Ele passa pela criação da MLS nos anos 1990, pelo investimento contínuo em estádios modernos, pelo fortalecimento das seleções nacionais e, principalmente, pelo sucesso avassalador do futebol feminino, que se tornou referência mundial tanto dentro de campo quanto em termos de audiência, patrocínio e engajamento.
No futebol masculino, o crescimento é mais gradual, mas constante. A forte presença de comunidades de imigrantes, especialmente da América Latina, África e Europa, mantém o esporte vivo culturalmente e garante públicos expressivos em jogos internacionais e torneios de clubes. Isso acontece mesmo em um contexto de políticas migratórias cada vez mais restritivas por parte do governo, o que reforça o peso social e econômico que o futebol assumiu no país.
Diferentemente da maioria dos mercados globais, o soccer nos Estados Unidos disputa atenção com ligas extremamente consolidadas como NFL, NBA e MLB. Poucos países no mundo têm um ambiente esportivo tão competitivo. Ainda assim, o futebol avança, impulsionado por eventos internacionais, estrelas globais, acordos de mídia e pela perspectiva da Copa do Mundo de 2026, que será realizada em conjunto com México e Canadá.
É nesse cenário que se insere o Road to 26. A Seleção Brasileira disputará, em março, seus primeiros amistosos de 2026 em solo americano. O evento global levará quatro grandes confrontos a três cidades dos EUA: Brasil x França, em Foxborough, no dia 26 de março; Brasil x Croácia e Colômbia x Croácia, ambos em Orlando, nos dias 31 e 26 de março, respectivamente; e França x Colômbia, em Landover, no dia 29 de março.
Com os jogos confirmados em março e outros amistosos previstos para junho, ainda a serem anunciados, o Road to 26 amplia a visibilidade do futebol no mercado norte americano e oferece uma plataforma premium para seleções, entidades e parceiros comerciais durante a reta final de preparação para a Copa do Mundo. Mais do que partidas, trata se de ativar marcas, testar operações, engajar torcedores e aquecer o ambiente esportivo antes do maior evento do planeta.
“Jogos dessa magnitude geram impacto direto nos stakeholders que já investem nas seleções, como emissoras e patrocinadores globais, ao oferecer confrontos de alto apelo, como Brasil x França. Isso amplia audiência, fortalece exposição de marca e potencializa o retorno comercial. Ao mesmo tempo, abre espaço para novas empresas entrarem nesse ecossistema em um momento estratégico pré Copa do Mundo, especialmente nos Estados Unidos, onde há grande interesse corporativo em se associar ao futebol internacional”, afirma o brasileiro Ricardo Villar, diretor global de futebol da Florida Citrus Sports.
A empresa está entre as organizadoras do evento, ao lado de outros parceiros globais, como a Unified Events, que recentemente organizou o Miami Invitational de tênis, com o jogo de exibição entre o brasileiro João Fonseca e o espanhol Carlos Alcaraz, número 1 do ranking da ATP. A Florida Citrus Sports tem ampla experiência com futebol por meio da FC Series, plataforma de pré temporada que se consolidou há mais de uma década ao levar clubes brasileiros e potências europeias para os Estados Unidos.
Com dois jogos do Road to 26, Orlando estima um impacto econômico de US$ 50 milhões, considerando gastos de visitantes nacionais e internacionais em hotelaria, transporte, alimentação e entretenimento. A cidade recebe anualmente cerca de 75 milhões de turistas e figura entre os destinos mais procurados pelos brasileiros.
“Ao longo da última década, Orlando se consolidou como um polo estratégico da presença do futebol brasileiro nos Estados Unidos, recebendo com sucesso a FC Series, diversos clubes internacionais e o amistoso da Seleção Brasileira contra os Estados Unidos em 2024, como parte da preparação para a Copa América”, destaca Villar, que também é CEO da FC Series.
“Agora, em um momento decisivo da principal janela antes da Copa do Mundo, Orlando volta a receber a Seleção Brasileira não apenas para enfrentar a Croácia, mas também para servir como base de treinos e preparação. Mesmo sem sediar partidas da Copa do Mundo, é natural que haja impacto econômico, já que a cidade tende a funcionar como base logística e turística para torcedores que assistirão a jogos em cidades próximas, como Miami e Atlanta”.
Segundo Villar, a criação do nome Road to 26 foi pensada para explorar as janelas FIFA até a Copa de 2026, capturando o interesse crescente do público enquanto se constrói um produto premium que centraliza marca, comunicação, marketing, venda de ingressos, planejamento de broadcast e experiência do torcedor. Após 2026, a plataforma deve evoluir e passar por um rebranding, acompanhando novos ciclos do futebol global.
Em um país acostumado a grandes eventos esportivos, os amistosos de março funcionam como o último grande ensaio antes de o soccer assumir protagonismo absoluto. A partir daí, os Estados Unidos deixam de apenas se preparar e passam a viver, definitivamente, o clima de Copa do Mundo
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