
Pré-candidato à Presidência pelo PL defendeu uma reestruturação nos programas respeitando os limites fiscais e criando pontes para que população carente possa 'sair' do assistencialismo.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que pretende promover um “tesouraço” nas despesas públicas para reduzir a carga tributária e incentivar investimentos e o empreendedorismo, além de manter programas sociais, como o Bolsa Família, voltados à população de baixa renda.
“Quando eu uso a expressão ‘tesouraço’, é porque, sim, tem que cortar a carga tributária e a burocracia. Tem que cortar cargos em comissão e gastos em excesso. Lula criou ou aumentou mais de 29 impostos em 3 anos de governo, hoje a reforma tributária coloca um profissional liberal numa condição de sócio minoritário do seu próprio negócio”, disse Flávio, nesta quarta-feira (11), em conversa com jornalista durante evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.
Mais adiante, o senador defendeu a manutenção de programas sociais, mas com uma reformulação para que funcionem como porta de saída para os beneficiários. “Programas como o Bolsa Família vão ser mantidos enquanto as pessoas precisarem do Estado. Agora, nós vamos fazer como mostrou o presidente Bolsonaro: deixar uma rampa de saída para essas pessoas decolarem na vida e caminharem com as próprias pernas”, justificou.
Sobre o tema, o pré-candidato do PL criticou a expansão de programas no terceiro mandato de Lula, sem, segundo ele, compromisso com o arcabouço fiscal ou planejamento de gastos, o que classificou como “populismo barato”. Para o senador, pelas estimativas orçamentárias, a partir de 2027 o governo federal não terá “um centavo de margem” para investir, o que deixaria o país com poucas alternativas de mudança.
“Ele está dando um vale gás, fazendo um assistencialismo barato, mas tá dando com uma mão e tirando com outra. O Lula promete que vai dar café da manhã, almoço e janta desde 2002. Quer dizer, o PT governou o país por 17 anos e não conseguiu dar o que promete”, criticou.
O senador também questionou a reforma tributária sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que isenta do Imposto de Renda aqueles que ganham até R$ 5 mil reais, afirmando que a medida não atingiu o suposto objetivo de aumentar a arrecadação dos mais ricos para “tirar do andar de cima”, mas sim “arrombou os mais pobres” com a reestruturação da tabela e mudanças em outros impostos.
Questionado sobre como um eventual governo seu atuaria na privatização de estatais, Flávio disse ser favorável à medida, mas ponderou que cada empresa precisará ser analisada individualmente para definir o melhor modelo.
O pré-candidato também defendeu que o país aproveite o boom das terras raras por meio de parcerias público-privadas, para que o Brasil seja capaz de refinar e transformar os insumos em produtos de maior valor agregado, deixando de atuar apenas como exportador de commodities.
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