
Ministro da Fazenda já afirmou o desinteresse em disputar eleições, mas é pressionado por membros do partido a disputar cargo em São Paulo.
O presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou na quinta-feira (5) que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), poderá se candidatar ao cargo que quiser nas eleições de 2026, mas defendeu que o político dialogue com o partido para definir seu papel na disputa.
“Haddad pode ser candidato ao que ele quiser. Não existe pressão sobre isso, não há por que pressionar o Haddad. O que existe é a necessidade de diálogo para entender a responsabilidade e o papel que ele poderá exercer no processo eleitoral”, afirmou durante evento que marca o aniversário de 46 anos do partido.
A ‘defesa’ ao ministro ocorre em meio a uma crescente pressão para que Haddad cumpra papel eleitoral em São Paulo — missão atribuída por Lula, mas recusada formalmente diversas vezes em declarações do ministro, que prefere atuar diretamente na campanha do presidente.
Durante o evento que marca o aniversário do partido, Lula reiterou a cobrança, dizendo que Geraldo Alckmin e Fernando Haddad sabem que terão um papel a cumprir na disputa eleitoral deste ano no estado. “Nós temos condições de ganhar em São Paulo. Eu ainda não conversei com Haddad (Fernando, ministro da Fazenda), não conversei com Alckmin (Geraldo, vice-presidente), mas eles sabem que eles têm um papel a cumprir em São Paulo”, disse o presidente em entrevista ao portal UOL.
Na quarta-feira (4), a ministra ministra do Planejamento, Simone Tebet, cobrou publicamente a entrada de Haddad na disputa em São Paulo. “Não tem como o ministro Haddad fugir dessa missão. Não dá. O quadro não fecha sem ele. E ele precisa ter essa consciência e acho que tem”, declarou a jornalistas na saída de um evento no Palácio do Planalto.
Um dia antes, na terça-feira (3), Haddad reforçou que não pretende disputar cargos eletivos em 2026 e afirmou que seu foco está na coordenação da campanha de reeleição de Lula. Em entrevista à BandNews FM, o ministro disse não se ver como candidato nem ao governo, nem ao Senado por São Paulo, apesar de esse ser um desejo manifestado por Lula. “Vamos ver quem convence quem”, afirmou.
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