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Flávio prega união da direita e diz que Tarcísio ‘saiu da costela de Bolsonaro’

Flávio prega união da direita e diz que Tarcísio ‘saiu da costela de Bolsonaro’

04/02/2026 às 12h20
Por: Redação Fonte: Agência O Globo
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Flávio prega união da direita e diz que Tarcísio ‘saiu da costela de Bolsonaro’

Flávio prega união da direita e diz que Tarcísio ‘saiu da costela de Bolsonaro’.

 

Governador de SP se encontrou com ex-presidente Jair Bolsonaro depois de mal-estar provocado por declaração de filho pré-candidato à Presidência.

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a defender a união da direita em torno de um projeto nacional, seja no primeiro ou no segundo turno das eleições.

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Em entrevista ao blogueiro Paulo Figueiredo Filho, o senador ressaltou o alinhamento do clã com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), depois um mal-estar recente gerado a partir de declarações suas sobre os planos eleitores do chefe do Executivo paulista.

— O Tarcísio talvez seja a maior revelação política dos últimos anos. É do grupo do Bolsonaro. Saiu da costela do Bolsonaro — disse Flávio.

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O senador avaliou que o pai, Jair Bolsonaro, que está preso sob acusação de tramar um golpe de Estado, “enxergou na figura do Tarcísio uma pessoa séria, gestor competente e inteligente, e que é a cara que o eleitor de São Paulo escolhe”. Flávio rejeitou alegações de que a pulverização de candidaturas direitistas possa enfraquecer as chances da oposição em 2026.

— Estou feliz com o caminho que as coisas estão seguindo. Estão nos integrando. Respeito o tempo de cada um, mas sempre vou buscar unidade, seja agora, no meio da eleição ou no segundo turno, se houver — destacou.

Cotado por figuras do espectro da direita e por parte do empresariado como um adversário mais competitivo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador de São Paulo afirmou, na quinta-feira, após visitar o ex-presidente na prisão, que mantém um “projeto de longo prazo” no estado e que seu papel no grupo político é disputar a reeleição — também para ajudar Flávio na corrida ao Planalto.

Segundo Tarcísio, a visita teve como objetivo prestar solidariedade ao ex-presidente e levar manifestações de apoiadores. Ao ser questionado sobre 2026, o governador voltou a afastar uma candidatura presidencial e afirmou que sua prioridade é o estado.

— O meu interesse é ficar em São Paulo. Isso não tem controvérsia nenhuma. A gente tem um projeto de longo prazo e quer ver esses projetos se materializando. Apoio Flávio, sem dúvidas. Como eu tenho afirmado constantemente, vamos entrar muito fortes, muito unidos, agregando mais pessoas e falando de projeto para o país — afirmou.

Tarcísio afirmou que sua atuação será em um arranjo mais amplo da direita e defendeu unidade do campo conservador.

— Eu tenho um papel importante dentro do time, que é cuidar do estado, que é o maior colégio eleitoral do Brasil. O grupo tem uma tarefa importante, que é proporcionar para o Brasil um projeto diferente — declarou, ao mencionar que o país enfrenta, em sua avaliação, uma crise fiscal e moral.

A visita de Tarcísio a Jair Bolsonaro ocorreu após o cancelamento de um primeiro encontro, na semana anterior, quando uma declaração de Flávio Bolsonaro antecipando o teor da conversa gerou mal-estar no entorno do governador. Na ocasião, o senador afirmou que Bolsonaro diria ao chefe do Executivo paulista que sua prioridade deveria ser a reeleição em São Paulo e que uma candidatura presidencial estaria “descartada” para ele.

Aliados do governador interpretaram a fala como tentativa de enquadramento público. Horas depois, Tarcísio desmarcou a visita sob justificativa formal de compromissos no estado, mas interlocutores relataram incômodo com a repercussão.

Nos bastidores, a avaliação é que a visita funcionou como gesto de distensão após o ruído, mas não encerrou a disputa sobre o papel de Tarcísio no arranjo de 2026. Publicamente, ele mantém a posição de que é candidato à reeleição em São Paulo.

Bolsonaro, mesmo preso, segue como ponto de convergência do campo conservador. No PL, Valdemar Costa Neto defende que decisões eleitorais passem pelo crivo do ex-presidente.

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