
Planalto postergou o evento com os senadores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá líderes de partidos da base aliada do governo e presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) para um jantar na Granja do Torto na noite desta quarta-feira. Lula e a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, pedirão aos parlamentares apoio as pautas prioritárias do governo para 2026. A presença de Motta foi confirmada pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).
“Todos os líderes da base confirmaram presença, inclusive o presidente Hugo Motta”, disse Guimarães.
Inicialmente, a intenção do Planalto era organizar o jantar com todos os líderes das duas Casas, Câmara e Senado, numa espécie de confraternização para marcar o início do ano legislativo. A ideia, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto, surgiu ainda no fim de 2025, mas por conflitos na agenda do presidente, ficou para o início deste ano.
Porém, como nesta retomada de trabalhos legislativos o Senado ainda realiza sessões virtuais, o Planalto postergou o evento com os senadores. Um novo jantar será realizado com os líderes do Senado, provavelmente após o Carnaval, e a expectativa do governo é de que Alcolumbre participe.
Lula quer evitar dor de cabeça com parlamentares em ano eleitoral, quando tradicionalmente os trabalhos legislativos se concentram no primeiro semestre, antes do início do período eleitoral. Ou seja, há menos tempo para que o governo discuta projetos considerados prioritários e até mesmo pautas que ajudarão na campanha de reeleição do petista.
Os jantares de Lula com os parlamentares são realizados em meio à tentativa do governo de fazer andar no Congresso temas como o fim da escala 6×1 e a regulação do trabalho em aplicativos, temas que têm o compromisso público de Motta para serem pautados ainda no primeiro semestre deste ano. As duas pautas, no entanto, enfrentam resistência por parte da iniciativa privada e da oposição. Mais uma vez, o governo necessitará dos votos do Centrão, que ainda não estão garantidos.
Também estão no topo da prioridade do governo a tramitação da PEC da Segurança Pública e do projeto de combate às facções criminosas. Há no horizonte da agenda legislativa, ainda, a votação dos vetos que foram feitos por Lula ao projeto da dosimetria, que reduz penas de condenados pelo 8 de janeiro e beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No Senado, Lula conta com Alcolumbre para aprovar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). O governo adiou o envio da mensagem, ato que formaliza o nome, diante das resistências de Alcolumbre, que preferia o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) na vaga.
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