
Indicações ainda dependem de decisão do Planalto e sabatina no Senado.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (2) que apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugestões de nomes para ocupar as duas diretorias vagas do Banco Central.
Segundo Haddad, os economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti foram levados à consideração do presidente, que ainda não formalizou convites nem tomou decisão final.
A declaração foi dada em entrevista à BandNews. Haddad ressaltou que Lula segue ouvindo diferentes indicações antes de avançar com o processo, que envolve não apenas a escolha pelo Planalto, mas também a sabatina e aprovação dos indicados pelo Senado Federal.
As movimentações ocorrem em um momento sensível da política monetária, com a taxa básica de juros mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária. A composição da diretoria do BC é observada de perto pelo mercado, já que seus integrantes participam diretamente das decisões sobre a Selic e da condução da política monetária.
Entre os nomes citados, Guilherme Mello é atualmente secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e integra o círculo mais próximo de Haddad. Ele participou da elaboração do plano de governo de Lula em 2022, por meio da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, e já se posicionou publicamente de forma crítica à política de juros elevados.
Mello é mestre em Economia Política pela PUC-SP e doutor em Ciência Econômica pela Unicamp, onde atua como professor e coordena o programa de pós-graduação em desenvolvimento econômico. Suas linhas de pesquisa incluem temas como políticas monetárias não convencionais.
Já Tiago Cavalcanti tem trajetória predominantemente acadêmica e internacional. Formado pela Universidade Federal de Pernambuco, com mestrado e doutorado pela Universidade de Illinois, construiu carreira no exterior até alcançar uma posição de destaque no Trinity College, da Universidade de Cambridge.
Na instituição britânica, leciona macroeconomia, desenvolvimento econômico e cursos voltados a bancos e crédito. No Brasil, também atua como professor em tempo parcial na Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV).
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