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Embraer projeta aumento de 30% na fabricação de aviões comerciais para atender forte demanda

Embraer projeta aumento de 30% na fabricação de aviões comerciais para atender forte demanda

26/01/2026 às 12h53
Por: Redação Fonte: Agência Times Brasil
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Embraer projeta aumento de 30% na fabricação de aviões comerciais para atender forte demanda

Embraer projeta aumento de 30% na fabricação de aviões comerciais para atender forte demanda.

 

Embraer projeta que as vendas e entregas de aviões comerciais retornem aos níveis históricos nos próximos dois anos, após um forte aumento da carteira de pedidos. A meta inicial é voltar ao patamar de cerca de 100 aeronaves comerciais entregues por ano, segundo a companhia.

Em 2025, a fabricante brasileira entregou 78 jatos comerciais, dentro da projeção divulgada anteriormente. O plano agora prevê um crescimento próximo de 30% na produção e nas entregas ao longo dos próximos 24 meses.

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Pedidos avançam com foco na família E2

O avanço é sustentado pelo desempenho da família E2. No ano passado, a Embraer quadruplicou as vendas líquidas desses modelos, superando o A220, da Airbusem cerca de três vezes.

Foram registrados 131 pedidos líquidos, incluindo encomendas de companhias como All Nippon Airways e Latam.

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A Família A220 da Airbus é a continuação da C-Series, da canadense Bombardier, rival histórica da brasileira, comprada pela gigante europeia.

Motores deixam de ser gargalo relevante

Segundo Arjan Meijer, presidente-executivo da divisão de Aviação Comercial, os gargalos de manutenção relacionados aos motores começaram a ser superados. A Pratt & Whitney, responsável pelos motores usados nos jatos da Embraer, conseguiu reduzir atrasos e escassez.

De acordo com o executivo, o número de aeronaves imobilizadas por problemas de manutenção caiu para um dígito, após ter atingido um pico entre 25 e 40 unidades. A expectativa é que esse número chegue a zero até o fim deste ano.

E2 da Embraer teve menos problemas de durabilidade

Meijer explicou que os motores utilizados no E2 apresentaram menos problemas de durabilidade por se tratarem de aeronaves menores, mais leves e que entraram em operação mais recentemente, evitando falhas observadas em fases iniciais de outros programas.

A avaliação contrasta com a disputa em curso entre Airbus e Pratt & Whitney sobre a escassez de motores Geared Turbofan, usados também em parte da família A320neo.

Cadeia de suprimentos ainda busca estabilidade

Apesar da melhora, a Embraer avalia que a cadeia global de suprimentos ainda precisa alcançar maior estabilidade ao longo de 2026. Componentes estruturais e motores seguem entre os pontos mais sensíveis, afetados por interrupções desde a pandemia.

Ainda assim, a empresa afirma que a demanda segue forte, impulsionada pela necessidade de renovação de frota, adiada por diversas companhias aéreas durante a crise sanitária.

Demanda resiste a incertezas globais

Questionado sobre riscos geopolíticos, Meijer afirmou que a empresa monitora o cenário internacional, mas não observa retração na procura por aeronaves regionais.

Segundo ele, as companhias aéreas mantêm planos de substituição de frota e expansão, mesmo diante de incertezas econômicas e políticas.

Índia entra no radar da Embraer

A movimentação ocorre enquanto o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para visitar a Índia no próximo mês. Meijer evitou comentar rumores sobre um acordo para montagem de aeronaves no país.

Na semana passada, uma fonte ouvida pela Reuters afirmou que o braço aeroespacial do bilionário Gautam Adani avalia uma parceria com a fabricante brasileira, informação não confirmada oficialmente.

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