
Na manhã desta quarta-feira (21), a Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin) celebrou um ano de atividades no Centro Policial de Cidadania e Diversidade (CPCD), localizado no bairro do Engenho Velho de Brotas. Fruto de uma parceria entre a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) e a Polícia Civil do Estado da Bahia, a unidade funciona diariamente, oferecendo atendimento especializado e multiprofissional a vítimas de racismo e intolerância religiosa, com suporte psicossocial integrado.
Com uma atuação transversal entre segurança pública e políticas de promoção da igualdade racial, a delegacia registrou, em 2025, cerca de 700 denúncias e contabiliza aproximadamente 500 inquéritos instaurados. “Nesse primeiro ano, conseguimos ampliar o registro de ocorrências e de inquéritos. A maioria dos procedimentos está em fase avançada de investigação”, salientou Ricardo Amorim, delegado titular da Decrin.
Para este ano, a prioridade é o fortalecimento da rede de proteção e a expansão da Decrin para outras regiões da Bahia. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, André Viana, a meta é ampliar o quadro de pessoal e as unidades especializadas, levando a estrutura do Estado a mais cidades baianas.
“Em 2026, planejamos triplicar o alcance das investigações a partir da confiança que estamos construindo com a população. É fundamental combater efetivamente a intolerância religiosa, especialmente na Bahia, um estado predominantemente negro e de fortes raízes africanas. Não podemos permitir que a violência contra a fé do próximo prevaleça”, completou o delegado titular.
Para a secretária da Sepromi, Ângela Guimarães, o aniversário da unidade reafirma um compromisso cotidiano que nasce da resistência histórica, simbolizada pelo legado de Mãe Gilda. “A Decrin é a continuidade de um caminho construído por muitas mãos e fruto de uma intensa mobilização social. Estamos firmando um pacto para que a delegacia seja, em toda a Bahia, um instrumento cada vez mais forte no enfrentamento ao racismo”, afirmou.
O evento reuniu autoridades, movimentos sociais e lideranças religiosas, incluindo representantes do Ministério Público da Bahia (MPBA), da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, a reitora da Uneb, Adriana Marmori, a vereadora Marta Rodrigues e as deputadas Lídice da Mata e Olívia Santana — autora da lei que inspirou a criação do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
Também estiveram presentes representantes da União de Negras e Negros pela Igualdade (Unegro), do Conselho Inter-religioso da Bahia (Conirb) e do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN). Durante a cerimônia, o Padre Lázaro, da Igreja do Rosário dos Pretos, reforçou a mensagem de união: “Todos devem trabalhar para que a intolerância seja banida. Não é mais possível aceitar que a dignidade humana seja violada por questões de fé ou orientação sexual. O respeito deve ser o alicerce de todas as religiões”.
Fonte: Ascom/Sepromi
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